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terça-feira, 31 de julho de 2012
UM SOCIALISTA NA CÂMARA
Disponibilizo material geral da nossa candidatura que saiu hoje. Particularmente, avalio que ficou bom e cumprirá o papel de apresentar a minha candidatura e expressar os objetivos da Frente de Luta Socialista de Taboão da Serra.
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MTST: Manifestação na prefeitura de Taboão foi uma vitória para o movimento
Mais de mil companheiras e
companheiros do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) participaram de
manifestação em frente à prefeitura de Taboão da Serra para exigir e resolver,
junto a prefeitura do município, os vários problemas que as famílias das Ocupações
Chico Mendes e Che Guevara vem enfrentando com relação ao pagamento do bolsa
aluguel, mas também exigir a assinatura do Alvará de liberação da terraplanagem
do terreno do Jardim Salete, onde serão construídos 896 apartamentos.
A comissão de representantes do
MTST se reuniu com representantes do governo, na figura do secretário de
governo e de comunicação e ficou acordado os seguintes pontos:
Com relação ao auxílio bolsa-aluguel
·
O governo garantiu que não haverá mais atrasos e
os valores referentes à bolsa-aluguel serão pagos sempre entre os dia 05 e 10
de cada mês.
·
O governo também garantiu o cumprimento do
aumento do bolsa-aluguel de 250 para 300 reais e, em caso de famílias com
filhos, esse valor será de 350 reais. Infelizmente, esse valor só será pago a
partir de janeiro de 2013, uma vez que a lei eleitoral impede que prefeituras
promovam qualquer espécie de aumento ou convênios durante este período.
Com relação ao terreno do Salete
O governo assinou o Alvará de
Liberação da terraplanagem do terreno do Salete, onde com muita luta, foi
conquistado o empreendimento de 896 apartamentos no local.
Essa é mais uma demonstração de
que o povo unido jamais será vencido. Depois dos informes dados pelo
coordenador do MTST, Guilherme Boulos, gritou em alto e bom tom a palavra de
ordem do movimento: “MTST, A luta é pra valer!”
Em anexo cópia do Alvará deliberação da terraplanagem.
Panfleto em defesa do emprego na Niasi
Abaixo panfleto da Frente de Luta Socialista Socialista de Taboão da Serra que será panfletado aos trabalhadores hoje na Niasi às 13 horas.
Para ler o panfleto clique aqui ou na figura abaixo:
Para ler o panfleto clique aqui ou na figura abaixo:
segunda-feira, 30 de julho de 2012
MTST fará manifestação na prefeitura de Taboão nesta terça, 31 de julho
Da Coordenação Regional do MTST
Release à imprensa
Nesta terça-feira, 31 de julho,
no horário das 10hs, as famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores
Sem Teto (MTST), estarão organizando uma grande manifestação em frente à
prefeitura de Taboão da Serra para exigir do prefeito explicações e o pagamento
do Auxílio Bolsa-aluguel que está atrasado, em alguns casos há meses, e também
a assinatura do Alvará de Liberação para terraplanagem do terreno onde estará
sendo construído as 896 apartamento do Jardim Salete, o que está atrasando o início
das obras.
O MTST espera que tanto o
prefeito Dr. Evilásio Farias, assim como a secretária de habitação resolvam o
problema após a manifestação.
sábado, 28 de julho de 2012
Fernando Fernandes e o aumento do IPTU
Por José Afonso da Silva
Em matéria de hoje, 28/07, publicada pelo site www.taboaoemfoco.com.br, narra a crítica
de uma moradora do Jardim Três Marias a Fernando Fernandes, onde ela “reclamou
do IPTU elevado e disse que ele (Fernando Fernandes) “está misturado” com
políticos que votaram a favor do aumento do imposto”.
Fernando Fernandes, em resposta, disse que “Está registrado o
seu desabafo, mas não misture o joio com o trigo” (sic), pediu o tucano ao se
eximir de responsabilidade pela medida”.
Tudo junto e misturado, onde está o trigo?
Fernando Fernandes ao pedir para a moradora do Jardim Três
Marias não misturar o “joio com o trigo”, nos coloca uma pergunta óbvia: Onde
está o trigo?
Dos 13 vereadores da Câmara Municipal que votaram a favor do
aumento do IPTU (lembrando que a votação foi unânime), sete (7) estão apoiando o
candidato Fernando Fernandes; os outros seis (6) estão apoiando o candidato de
Evilásio, o empreiteiro José Aprígio.
Dos 4 vereadores presos na operação Cleptocracia – operação que
investigava a máfia do IPTU – três (3) estão apoiando Fernando Fernandes e um
(1) está apoiando o candidato de Evilásio. Esse último, Carlos Andrade/PV, afrontou
a todos lançando sua candidatura a vereador.
Dos antigos secretários de Evilásio
que apoiaram o aumento do IPTU, quase todos estão com Fernando Fernandes. Pra
citar apenas alguns: Marco Porta, Arlete Silva e Salvador Grasifi.
Não custa nada perguntar de novo:
Onde está o trigo sr. Fernando? Só estamos vendo o joio.
Ele ama Taboão?
Outro aspecto interessante da matéria
do taboaoemfoco é que Fernando Fernandes se exime da responsabilidade do
ocorrido (o aumento do IPTU).
Como pode um candidato a prefeito
se eximir de um tema que está na pauta central do debate eleitoral?
Aliás, não consta uma única nota
de Fernando Fernandes a época da votação que aumentou o IPTU a respeito do
tema, nem contra e nem a favor.
Na verdade, Fernando Fernandes se
eximiu sobre o aumento do IPTU, sobre os escândalos de corrupção, sobre a criação
da Zona Azul, sobre a mudança no Plano Diretor, sobre o aumento do salário dos
vereadores, enfim, como diz o ditado: quem cala consente.
Qual são as propostas para resolver o problema do IPTU?
O candidato de Evilásio Farias e
do PT, o empreiteiro José Aprígio – que votou a favor do aumento do IPTU em
2009 (leia aqui), disse que reduzirá a taxa de lixo como forma de amenizar o
aumento.
Já Fernando Fernandes diz que fará
um estudo jurídico... blá blá blá... para revisar o aumento, já que, segundo
ele, a lei não pode ser mudada. O interessante é que seu vice, Laércio Lopes (PTB), falou que
abaterá o valor do IPTU aos moradores que participarem de programa de
reciclagem, onde quem participa mais terá maior desconto. Um escândalo!
Na verdade, tanto Aprígio, como Fernando Fernandes,
perceberam que há uma indignação enorme da população e procuram inventar
propostas mirabolantes durante as eleições, para depois nada fazer.
O candidato a prefeito Stan Szermeta da Frente de Luta
Socialista (PSOL/PSTU), que desde a aprovação do projeto em 2009 e nas
passeatas contra o aumento do IPTU em 2010 teve uma posição clara e inequívoca.
Stan foi o único candidato a prefeito que participou
ativamente da coleta de assinatura do Projeto de Iniciativa Popular pela
revogação do aumento do IPTU.
Como prefeito de Taboão, Stan estabelecerá de imediato um
estudo sério, com a participação popular e com transparência, onde se estabeleça
o critério na qual paga mais quem pode mais, observando caso a caso. O IPTU não
pode ser uma arma na mão das empreiteiras e donos de imobiliárias que acabam
por expulsar a população de Taboão, seja por não poderem pagar taxa do IPTU ou
os altíssimos valores dos alugueis.
Faremos uma auditoria pública pra saber quem ganhou e quem
perdeu com a mudança da planta genérica. Aqueles que se beneficiaram serão
inquiridos e posteriormente processados a devolverem o dinheiro desviado dos
cofres da prefeitura.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Agenda da Frente de Luta Socialista (PSOL/PSTU) com Stan Prefeito para a próxima semana

Sexta-feira, 27 de
julho
·
Às 15 horas, banquinha e panfletagem na região do Posto do
Helena e
·
Às 19 horas, SEXTA SOCIALISTA no Comitê de Campanha.
(Rua Vicente Pereira, 619, Pq Marabá – atrás da Uniban)
Sábado, dia 28 de julho
Às 10 horas, banquinha
e panfletagem no Trianon (ponto de encontro padaria Leocádia)
Domingo, dia 29 de
julho
Às 10 horas, banquinha
e panfletagem no Pazzini
Segunda-feira, 30 de
julho
Às 19 horas, Reunião
da coordenação de campanha (local: Comitê de Campanha)
Terça-feira, 31 de
julho
Às 6:30 horas,
banquinha e panfletagem na Usina
Às 13:00 horas,
banquinha e panfletagem na Niasi
Quarta-feira, 01 de
agosto
Às 13:00 horas,
banquinha e panfletagem na Simpal 2
Jornal do professor Toninho, candidato a prefeito de Embu das Artes
Por José Afonso da Silva
Acabou de sair o Jornal de apresentação dos candidatos da Frente de Luta Socialista: Embu é do Povo (PSOL/PSTU) que disputa as eleições no município de Embu das Artes. A chapa é encabeçada por professor Toninho (Antônio de Jesus Rocha).
O professor Toninho foi militante do PT desde os anos 80, por onde foi eleito vereador por 3 mandatos. Com o giro à direita do PT depois que chegou ao governo federal e no município, Toninho rompeu com o PT e 2006 ajuda na construção do PSOL de Embu das Artes.
Enquanto foi vereador, Toninho nunca deixou de dar aula e hoje é conselheiro regional e estadual eleito da Apeoesp (Sindicato dos Professores).
Presente nas diversas lutas de Embu das Artes, o professor Toninho é um dos fundadores do Círculo Palmarino, organização que luta contra o racismo e pela dignidade do povo negro.
Neste momento, o professor Toninho é o único candidato a prefeito deferido pela justiça eleitora,, mas com certeza é a única alternativa de voto para os trabalhadores, jovens, artistas, e para população embuense.
Clique aqui ou na figura abaixo para ler o jornal.
Acabou de sair o Jornal de apresentação dos candidatos da Frente de Luta Socialista: Embu é do Povo (PSOL/PSTU) que disputa as eleições no município de Embu das Artes. A chapa é encabeçada por professor Toninho (Antônio de Jesus Rocha).
O professor Toninho foi militante do PT desde os anos 80, por onde foi eleito vereador por 3 mandatos. Com o giro à direita do PT depois que chegou ao governo federal e no município, Toninho rompeu com o PT e 2006 ajuda na construção do PSOL de Embu das Artes.
Enquanto foi vereador, Toninho nunca deixou de dar aula e hoje é conselheiro regional e estadual eleito da Apeoesp (Sindicato dos Professores).
Presente nas diversas lutas de Embu das Artes, o professor Toninho é um dos fundadores do Círculo Palmarino, organização que luta contra o racismo e pela dignidade do povo negro.
Neste momento, o professor Toninho é o único candidato a prefeito deferido pela justiça eleitora,, mas com certeza é a única alternativa de voto para os trabalhadores, jovens, artistas, e para população embuense.
Clique aqui ou na figura abaixo para ler o jornal.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Panfleto da campanha voltado às famílias organizadas pelo MTST
Abaixo material que estamos distribuindo às famílias organizadas pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto),que moram em Taboão da Serra. Esse é um material que muito me orgulha, já que ter o apoio destes companheiros (as) é um dos motivos que me fez sair candidato pela primeira vez em mais de 25 anos militância socialista. Para ler o material completo e imprimir clique aqui ou clique na figura abaixo.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Solidariedade aos trabalhadores da Niasi! Não ao fechamento da empresa!
Por José Afonso da Silva e Stan Szermeta
A matéria produzida pela
jornalista do Portal Taboanense, Lia Marques, causou grande impacto ao anunciar
o fechamento da empresa de cosméticos Niasi de Taboão da Serra até o final
deste ano.
Com o fechamento da empresa,
cerca de 700 trabalhadores perderão seus empregos que migrarão para o estado de
Goiás, onde os impostos e isenções fiscais são mais atrativos para empresas que
visam grandes lucros de forma rápida.
A mudança no valor da planta
genérica do município, aprovada por unanimidade pelos vereadores de Taboão da
Serra, a pedido do prefeito Evilásio Farias, teve como conseqüência o aumento
do IPTU e em alguns casos esse aumento ultrapassou 1000%.
Os efeitos desse aumento afetaram
terrivelmente a população que não conseguia pagar os novos valores e gerou
grande insatisfação e mobilizações por parte da população. Isso é só um exemplo
de como temos uma carga tributária altamente injusta. Enquanto os trabalhadores
pagam boa parte da sua renda em impostos, os ricos e grandes empresas pagam
pouco e ainda tentam escapar.
Muitas empresas se viram “prejudicadas”
e partiram pra negociatas espúrias com a quadrilha do IPTU comandada por
vereadores e secretários do governo Evilásio ou demitiram seus funcionários
para manter sua taxa de lucro intacta.
No caso da Niasi, a mesma já
tinha sido comprada em 2008 pelo Seu Junior, como é conhecido João Alves de
Queiroz Filho, proprietário do conglomerado Hypermarcas.
Com uma fortuna avaliada em 3,5
bilhões de reais, João Alves de Queiroz Filho, através da Hypermarcas, se
especializou em comprar empresas com produtos similares à de grandes marcas,
mas com preços mais baixos, para depois revendê-las.
A Hypermarcas se especializou em
se aproveitar da guerra fiscal estabelecida entre estados e entre municípios. O
objetivo da guerra fiscal é atrair empresas com isenção de impostos, concessão
de terrenos e facilidades burocráticas. De preferência em regiões onde a mão de
obra é mais barata e onde os trabalhadores não estejam organizados em
sindicatos. Para isso tanto faz que a fábrica esteja em Taboão da Serra, Goiás
ou na China.
Outra faceta da Hypermarcas é o
financiamento de suas aventuras empresariais pelo BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social). Em apenas duas operações da Hypermarcas
junto ao BNDES: a compra da Mantecorp e da formacão da Biobrasil, foram
emprestados 1,3 bilhões de reais. Ou seja, dinheiro público financiando empresa
privada.
Essa é a base crescimento da
Hypermarcas: benesses do estado, super-exploração dos trabalhadores e ataques a
organização sindical. Não é à toa que as ações da Hypermarcas dispararam na
bolsa de valores, o mercado especulativo adora empresas que saibam explorar
seus trabalhadores.
Um bom exemplo disso é o que
acontece com a General Motors de São José dos Campos, onde a empresa ameça constantemente
sair da cidade e, mais recentemente, a mesma utiliza-se de prática de Lockout
(greve patronal), o que é proibido por lei.
O mais incrível nisso tudo é o
silêncio de Evilásio, de Aprígio e de Fernando Fernandes. Uma fábrica fecha,
700 trabalhadores vão pra rua e esses senhores nada falam.
Pior, fala-se a boca pequena que
já um acordo com a empreiteira Abyara (uma das maiores empreiteiras do país),
para a construção de um condomínio de luxo no local.
A Frente de Luta Socialista de
Taboão da Serra (PSOL/PSTU), se solidariza com os trabalhadores da Niasi e
afirma que se ganharmos a prefeitura do município, não permitiremos o
fechamento da fábrica, condenando os trabalhadores ao desemprego, destruindo o
patrimônio que poderia ser usado para satisfazer as necessidades do povo
trabalhador. Temos várias outras experiências de fechamento de fábricas e os
trabalhadores se mostraram capazes de garantir a produção e a adminstração dessas
empresas.Com a ajuda de um governo democrático e com compromisso com os
trabalhadores esses exemplo será potencializado e melhorado.
Foto de Eduardo Toledo
Jornal da Frente de Luta Socialista de Taboão da Serra
Já está sendo distribuído aos taboanenses o primeiro jornal da Frende de Luta Socialista (PSOL/PSTU), onde é apresentado o nosso candidato a prefeito, Stan Szermeta, e a nossa chapa de vereadores (as). Para ler o jornal em pdf clique aqui ou clicando na figura.
Pela extinção da PM
Por Wladimir Safatli, colunista da Folha
No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.
No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros.
Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos.
No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar.
Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor "formação" da Polícia Militar.
Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo.
Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.
Como se não bastasse, essa Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana ("PM de SP mata mais que a polícia dos EUA", "Cotidiano").
Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população.
É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força.
São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Afonso na Assembleia do Chico Mendes (MTST) apresentando a candidatura
Divulgo abaixo vídeo com uma fala
que fiz no último domingo na assembleia das famílias do Acampamento Chico
Mendes (MTST) de Taboão da Serra. Essa foi
minha primeira fala pública como candidato, por isso o nervosismo e a garganta
seca, mas acho que é o suficiente para dar o tom da campanha que queremos
travar nesses meses de campanha eleitoral.
Frente de Luta Socialista (PSOL/PSTU) tem 100% de seus candidatos deferidos pela justiça eleitoral
Por José Afonso da Silva
A justiça eleitoral acaba de deferir os registros de candidatura de todos os candidatos da Frente de Luta Socialista de Taboão da Serra (PSOL/PSTU).
Entre tantos entraves burocráticos impostos pela legislação eleitoral em vigor, pelo menos esse foi mais um obstáculo superado. A partir de agora as candidaturas da Frente de Luta Socialista estão livres para tocar a campanha, procurando apresentar uma alternativa aos trabalhadores, juventude e dos movimentos sociais organizados, que esteja livre da corrupção e sem rabo preso com empreiteiras e imobiliárias.
Ainda no dia de ontem a candidatura de nosso candidato a prefeito, Stan Szermeta, também já tinha sido deferida. Somos a primeira chapa apresentada para a disputa em Taboão da Serra 100% deferida e a única na qual os lutadores podem confiar.
Todos ao trabalho!
A justiça eleitoral acaba de deferir os registros de candidatura de todos os candidatos da Frente de Luta Socialista de Taboão da Serra (PSOL/PSTU).
Entre tantos entraves burocráticos impostos pela legislação eleitoral em vigor, pelo menos esse foi mais um obstáculo superado. A partir de agora as candidaturas da Frente de Luta Socialista estão livres para tocar a campanha, procurando apresentar uma alternativa aos trabalhadores, juventude e dos movimentos sociais organizados, que esteja livre da corrupção e sem rabo preso com empreiteiras e imobiliárias.
Ainda no dia de ontem a candidatura de nosso candidato a prefeito, Stan Szermeta, também já tinha sido deferida. Somos a primeira chapa apresentada para a disputa em Taboão da Serra 100% deferida e a única na qual os lutadores podem confiar.
Todos ao trabalho!
Nome do Candidato
|
Nome para urna
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Número
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Situação
|
Partido
|
Coligação
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TUBARÃO
|
50013
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
EVANDRO GARCIA
|
50100
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
AFONSO
|
50123
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
ZÉ MARIA
|
50530
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
DRA. JULIA
|
50150
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
PATRICIA BRAVO
|
50500
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
RAIMUNDO GOMES
|
50888
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
PROFESSOR RINALDO GORDO
|
50555
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
SANDRA FORTES
|
16123
|
Deferido
|
PSTU
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
|
SILVIO TABOÃO
|
50000
|
Deferido
|
PSOL
|
FRENTE DE LUTA SOCIALISTA (PSOL/PSTU)
|
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Stan é o único candidato a prefeito de Taboão da Serra deferido pela justiça eleitoral
Por José Afonso da Silva
O site do TSE que consta as candidaturas
registradas em Taboão da Serra para o pleito de 2012 começou a divulgar o
julgamento das candidaturas. De forma morosa já foram divulgados deferimento de
algumas candidaturas a vereança, sendo apenas uma candidata a vereadora
indeferida até o momento.
O que chama a atenção é o fato de
que entre os três candidatos a prefeito de Taboão da Serra, somente o candidato
a prefeito pela Frente de Luta Socialista (PSOL/PSTU) ter tido seu registro de
candidatura deferido.
Tanto o candidato do PSDB,
Fernando Fernandes, como o candidato de Evilásio/PSB, José Aprígio, não tiveram
o deferimento do registro de suas candidaturas.
O candidato do PSDB tem em seu
registro divulgado no site do TSE pedido de impugnação, na qual os assessores
de José Aprígio pedem a impugnação da candidatura de FF por escândalos de
corrupção em gestões anteriores.
Fernando Fernandes afirma que é
ficha limpa e seus assessores dizem que o processo que o envolve já teria
caducado. O interessante é que em nenhum momento Fernando Fernandes argumenta
inocência ou algo do tipo. (entenda o processo clicando aqui)
Já José Aprígio, candidato de
Evilásio, mesmo que não pese sobre sua candidatura nenhum pedido de impugnação,
também não tem motivos para ficar tranqüilo.
Durante os escândalos de
corrupção, falava-se a boca pequena que o mesmo teria impetrado um habeas
corpus preventivo para não ser surpreendido pelos vários mandados de prisão
preventiva que virava moda naquele período.
Em um dos inquéritos instaurados
pela seccional de Taboão da Serra, no caso da máfia instalada para fraudar as
multas de trânsito, o mesmo é citado como membro da Organização Criminosa. (cliqueaqui e leia o inquérito, especificamente nas páginas 205, 206 e 207).
A população está descrente depois
da roubalheira que veio a tona em 2011, por tanto, persistir no erro custará
caro, já que todo dinheiro que é desviado dos cofres da prefeitura é o mesmo
que faz falta no hospital, na escola dos seus filhos, na falta de creches, na
construção de moradia, saneamento básico.
Enfim, quem perde mais uma vez é o povo pobre e
trabalhador.
domingo, 22 de julho de 2012
Stan Szermeta conversa com moradores da Vila Iasi
Texto e fotos de Patrícia Bravo
Neste domingo, o candidato a
prefeito pela Frente de Luta Socialista, STAN SZERMETA, esteve na Vila Iasi distribuindo
jornais e conversando com a população do bairro.
Acompanhado de apoiadores e
candidatos (as) a vereador, percorreram ruas da Vila Iasi, Jd. São Paulo,
Arraial Paulista e proximidades.
Tivemos uma boa receptividade por
parte da população, que se mostrou interessada nas propostas apresentada por nós
e pegaram o jornal, demonstrando muito interesse em debater a cidade
Muitos fizeram sugestões,
críticas e questionamentos sobre Taboão da Serra: principalmente sobre o aumento
abusivo do IPTU. Enfim, foi um dia muito produtivo, e que nos deixou muito
animados em saber que a população estava mesmo querendo uma verdadeira opção de
candidato a prefeito para Taboão da Serra.
sábado, 21 de julho de 2012
Um período tempestuoso da conjuntura mundial
A crise capitalista e as lutas de
massas dos trabalhadores no mundo
Finghín Kelly, do Partido Socialista
(CIT na Irlanda)
Esta semana, quase 400 pessoas
participaram da Escola de Verão anual na Bélgica, organizada pelo Comitê por
uma Internacional dos Trabalhadores (CIT), de toda a Europa, incluindo a
Rússia, e também os visitantes provenientes do Cazaquistão, Brasil, Canadá,
Quebec, Austrália, Sri Lanka, Nigéria, Líbano e outros lugares. No primeiro de
vários relatos de algumas das principais discussões da escola, Kelly Finghín
resumiu a excelente discussão sobre os assuntos da Economia e do Mundo, realizada
em 8 de julho.
O ano passado foi tumultuado nas
relações internacionais. A economia mundial continuou estagnada, o processo de
revolução e contra-revolução no Norte da África e do Oriente Médio continuou a
se desenvolver e houve um aumento das tensões entre os Estados e dentro dos
Estados. Lynn Walsh, da Secretaria Internacional do CIT, na abertura do debate
levantou a questão: "Existe algum país no mundo que é estável e não tem
greves e manifestações por causa da crise?"
Mais e mais dos analistas
capitalistas vêm percebendo que a economia mundial está em um período de
depressão com as forças produtivas estagnadas. Lynn Walsh disse em sua
introdução que em 2008 a "a bolha da economia ", baseada na explosão
da dívida mergulhou a economia mundial na crise. No G-7 (Grupo das sete
economias ricas), apenas três estão produzindo mais do que no período anterior
a 2007. A Itália ainda está 5% abaixo do pico e a Grécia está em 15,9% abaixo
do pico de 2007.
O período após o colapso da URSS
e do stalinismo foi visto como um triunfo capitalista. Comentaristas
capitalistas alegaram que a economia de mercado era a única maneira de se
organizar a sociedade; a única que poderia conseguir superar os problemas
econômicos e fornecer governos democráticos e estáveis. Eles disseram que
haveria uma nova ordem mundial estável sob a hegemonia do imperialismo dos EUA.
No entanto, se você olhar para o mundo agora, nada poderia estar mais longe da
verdade.
As tensões entre as diferentes
potências capitalistas rivais têm crescido durante a crise. Isto é ilustrado
pelo fracasso das negociações comerciais de Doha e um aumento no que a OMC
(Organização Mundial do Comércio) chamou de "protecionismo em
excesso". Essas tensões também foram evidentes na cúpula do Rio (Rio + 20)
recente sobre o meio ambiente em que os blocos capitalistas foram incapazes de
fazer acordos concretos sobre os objetivos ambientais.
O aumento das tensões
militares
Esse aumento de tensão também tem
significado um aumento das tensões militares. Nos Estados Unidos, o presidente
Obama anunciou recentemente que os EUA vai concentrar mais recursos militares
na região do Pacífico. Isto está baseado na ideia de que a China é uma rival
emergente estratégica para os EUA. Robert Bechert, em resposta à discussão, disse
que no ano passado se viu o maior número de guerras desde o fim da 2ª Guerra
Mundial, em 1945; hoje existem 20 guerras em andamento, juntamente com outros
18 'conflitos muito violentos". Isso se reflete no enorme crescimento nos
gastos militares. Nos últimos dez anos, o gasto real em poder militar aumentou
em 60%.
O ano passado testemunhou lutas
de massas acontecendo ao redor do mundo. As extraordinárias lutas que
derrubaram regimes no norte da África e no Oriente Médio continuaram no ano
passado. Estes movimentos que derrubaram os regimes que haviam sido apoiados
financeiramente e militarmente pelo imperialismo têm sido um importante fator
de instabilidade nas relações mundiais.
Nas discussões, Jon Dale da seção
da Inglaterra e País de Gales e um companheiro do
Líbano deram contribuições sobre
a evolução das lutas no Oriente Médio. Foi relatado como a falta de uma
oposição forte e independente da classe trabalhadora ao regime de Assad
permitiu que este movimento tenda cada
vez mais degenerar para um conflito sectário com mais de 16.000 mortos desde
março do ano passado, incluindo 5.500
pessoas na cidade de Homs. A situação na Síria também levou a instabilidade na
região e o envolvimento dos poderes regionais e internacionais. Rússia e Irã
são os principais fornecedores de armas para o regime de Assad e muitos Estados
do Golfo, especialmente Arábia Saudita e Catar, fornecem armas para a oposição,
cada vez mais bem armada.
Egito
Jon falou sobre a situação no
Egito, onde recentemente foi eleito um candidato da Irmandade Muçulmana,
Mohamed Mursi, na eleição presidencial. Mursi foi felicitado por muitos
representantes capitalistas, incluindo a Secretária de Estado Norteamericana,
Hillary Clinton, que até viajou para o Cairo para parabenizá-lo pela sua eleição.
Esses representantes entendem que se o candidato apoiado pelos militares, Ahmed
Shafiq, ganhasse as eleições poderia ter tido uma grande reação e poderia ter
reacendido a luta revolucionária. Mursi estará sob pressão a partir de muitas
direções. Assim como a pressão do imperialismo, também estará sob pressão do
movimento das bases.
O programa econômico da Irmandade
Muçulmana é neoliberal e pró-capitalista e não oferece alternativa real para a
classe trabalhadora e aos pobres no Egito. O orçamento para este ano é baseado
no crescimento de 4%,, mas vai ser realmente mais próximo de 1%. É provável que
o novo governo tenha que negociar um empréstimo do FMI e o preço será um corte
nos subsídios de alimentos e combustíveis para as famílias mais pobres. Ficará
claro muito em breve que Mursi não terá uma resposta para os problemas dos
trabalhadores, especialmente porque o poder ainda está nas mãos dos líderes das
forças armadas. Depois que as estradas forem bloqueadas aos trabalhadores as
ações políticas estarão programadas para aparecer novamente, agora na avenida
da luta. Um dos desdobramentos mais significativos da revolução foi o
crescimento de sindicatos independentes. Atualmente, existem 2,5 milhões de
membros em sindicatos independentes no Egito, em comparação com 50.000 antes da
revolução. É claro que a revolução ainda está em andamento e temos a certeza de
ver o retorno da classe trabalhadora na forma de greves e paralisações que
podem levar ao aumento da pressão sobre os líderes militares e do governo recém-eleito
de Mursi.
Robert Bechert falou sobre a
intervenção militar no Egito para anulação das eleições que foi, na realidade,
uma forma de golpe de Estado. Ele apontou que em um folheto distribuído pelo
CIT no Egito no dia da renúncia de Mubarak, alertava sobre a tentativa dos
principais generais tentando se manter no poder e da necessidade de construir o
movimento trabalhista independente para lutar contra isto e para realizar a
revolução.
Muitos participantes explicaram
como a desaceleração econômica da China terá um grande impacto em países como
Brasil e Austrália que têm crescimento econômico baseado na exportação de
matérias-primas para a China. Tim, da Austrália, relatou como o boom da
mineração no país, que depende de exportações para a China, tem desempenhado um papel crucial sustentando a
economia australiana. Outros setores da economia está estagnada ou mesmo em
recessão. Um declínio na economia da China portanto, terá um impacto enorme na
Austrália e abrirá a perspectiva de lutas na Austrália no próximo período.
A situação na China também foi um
elemento-chave da discussão. Vários companheiros relataram como o regime implementou um pacote
de estímulo maciço que resultou em 12% do PIB bombeado para a economia chinesa.
Este foi destinado, principalmente, a infra-estrutura, criando um bolha maciça
e a inflação na economia da China. Isso é muito evidente na bolha imobiliária
na China, que foi ilustrada por Vincent, de Hong Kong, que informou que
atualmente existem 64 milhões de casas vazias na China e um grande aumento na
dívida do governo local, devido à especulação em habitação. Também tem ocorrido
na China lutas massivas nos últimos anos; Jacko, de Hong Kong, relatou como
houve 180.000 "incidentes de massa" na China continental em 2010 e
enfrentamentos de 100.000 trabalhadores no ano passado. Houve também um
protesto maciço de 400.000 em Hong Kong no 1 de Julho deste ano pedindo
reformas democráticas.
Abrandamento na China?
A desaceleração econômica na
China e a pressão das massa está refletida em divisões que se abrem no topo da
elite dominante chinesa pela primeira vez desde 1989. Estas divisões não são
baseadas em diferenças ideológicas, mas sim diferenças sobre a melhor maneira
de manter seu domínio. O caso Bo Xilai, em que se viu um dos principais
'príncipes' dirigentes do CCP no poder cair com a burocracia e expôs as tensões
que existem no sistema. Bo Xilai, usou a demagogia populista para mobilizar o
apoio a ele em oposição a outras alas da burocracia. Além de expor a natureza
corrupta e um enorme patrimônio pessoal da elite governante chinesa, o caso
também evidenciou que há rachaduras no sistema que pode ser aberto com as lutas
da classe trabalhadora no próximo período.
A situação nos EUA também foi
discutida durante a sessão. Katie, dos EUA, informou que o movimento
"Ocuppy" em 2011, explodiu de repente. Esta explosão está baseada na
raiva sobre as perspectivas de emprego e indignação com o crescente declínio
nos padrões de vida. Os últimos números de empregos dos EUA mostram que apenas
80.000 novos empregos foram criados no mês passado. Isto demonstra uma redução
em comparação com anos recentes. O presidente Obama demonstrou que de nenhuma
maneira está disposto a lutar para implementar políticas para os trabalhadores
e provou ser um representante dos
grandes negócios. No ano passado vimos um grande movimento de estudantes
e trabalhadores de Wisconsin contra o governador republicano, Scott Walker, que
tem atacado os direitos sindicais dos trabalhadores. Nesse movimento houve
muita discussão sobre uma possível greve geral. No entanto, os dirigentes
sindicais tentaram desviar a luta por linhas eleitorais e forçaram uma campanha
chamando voto ao governador Walker, que assumiu no início deste ano. Os
democratas em Wisconsin estavam dispostos a dar passos reais para eliminar o
odiado governador que realmente expõe a verdadeira natureza do Partido
Democrata em favor das grandes empresas. Trabalhadores nos EUA agora enfrentam
a perspectiva em novembro de uma eleição "sem alternativa", e até
mesmo a possibilidade de que o candidato republicano Mitt Romney ganhe, devido
à decepção com Obama.
Após o colapso do stalinismo e da
política posterior chamada de "choque e pavor" do imperialismo dos
EUA, muitos, incluindo alguns da esquerda, acreditavam que nada poderia ficar
no caminho da força militar do imperialismo dos EUA. No entanto, apesar de
gastar 3 bilhões de dólares em guerras, os EUA não conseguiram atingir os seus
objetivos. O Afeganistão hoje ainda é governado por senhores da guerra. A conferência
de Tóquio sobre a assistência financeira para o Afeganistão tem demonstrado que
há muita corrupção no Afeganistão. A guerra no Afeganistão também está criando
uma crise nas relações entre os EUA e o Paquistão sobre as atividades talibãs
ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão e, em particular, os
ataques com drones que provocam muitas vítimas civis. O presidente Obama tentou
desviar a atenção do desastre, alegando crédito pela morte de Bin Laden. O
Iraque é também um país em crise após a intervenção imperialista e enfrenta o
perigo de cair numa guerra civil a qualquer momento.
Quando Obama chegou a presidência
disse que uma de suas principais preocupações na administração seria a paz no
Oriente Médio entre Israel e os palestinos. É impossível dizer que houve
progresso real sobre este assunto. Embora o líder palestino, Mahmoud Abbas,
estar disposto a fazer concessão após concessão, o regime israelense não se
moveu um centímetro de sua política. Isso está levando a raiva enorme entre as
massas palestinas e levanta a perspectiva de uma nova intifada envolvendo algum
tipo de protesto em massa. Em Israel, o primeiro-ministro Netanyahu parece ter
uma coligação forte, mas isso mascara a fraqueza subjacente da posição de seu
governo. Em Israel no mês de maio houve grandes movimentos sociais, que está
colocando uma pressão real sobre o governo.
Apesar das advertências de quase
todos os principais comentaristas capitalistas e estrategistas contra um ataque
a instalações nucleares iranianas, aumentou a retórica contra o programa
nuclear do governo iraniano pelo regime israelense. O impacto de um ataque
militar na região seria enorme. No entanto, não está descartada a possibilidade
do regime de Israel lançar um ataque devido à instabilidade de seu regime em
si.
O capitalismo contestado
Os desenvolvimentos dos últimos
anos do sistema capitalista está levando milhões de pessoas no mundo todo a
questionarem sua legitimidade. Os líderes capitalistas estão sendo
sistematicamente desacreditados nos últimos tempos, isso está sendo visto na
Europa, onde quase não tem um governo no poder que não tenha caído nas eleições
e as suas políticas terem provocado o movimento de massas dos trabalhadores, da
classe média e da juventude . Os ataques à educação são uma característica dos
ataques neoliberais em todo o mundo. O canadense Dominique falou sobre os
ataques à educação no Canadá e da magnífica liderança em Quebec do movimento
estudantil contra as políticas neoliberais de cortes. Jared da Nova Zelândia
também falou sobre o movimento de estudantes que enfrentam a brutal repressão
policial.
A situação da economia mundial
foi um elemento chave das discussões durante a sessão. Desemprego em massa é
comum em muitas partes do mundo. Agora, existem 200 milhões de desempregados em
todo o mundo, dos quais 75 milhões são jovens. Este desemprego existe enquanto
as grandes empresas ao redor do mundo estão acumulando grandes quantidades de
dinheiro e não estão investindo neste período. Isso ocorre porque essas
empresas não encontram canais de investimento que possam satisfazer sua
ganância por lucro. Esta é a lógica maluca do sistema capitalista que coloca a
propriedade privada e a ganância à frente das necessidades dos milhões de
pessoas no mundo. Lynn Walsh explica que a crise que estamos vendo agora é uma
crise fundamental da acumulação capitalista; é uma profunda crise do sistema
capitalista e não uma crise cíclica que irá desaparecer em poucos anos. A crise
tem suas origens há três décadas desde o fim do boom do crescimento pós II
Guerra Mundial que terminou na década de 70. Neste ponto, os capitalistas se
voltaram para a especulação financeira, uma vez que não poderia fazer lucros
suficientes na produção. O capital financeiro tornou-se dominante na economia
global, com a implementação de políticas neoliberais. Desde o final dos anos
80, o fator mais importante no crescimento foi o aumento da dívida e é por isso
que a crise desde 2007 tem sido tão profunda como a bolha do crédito que
estourou em uma escala global.
Per Ake, da Suécia, em seu
discurso disse que logo após a crise o governo dos EUA e da União Européia
parecem ter aprendido as lições da década de 1930, voltando-se para o estímulo
econômico para evitar um colapso total da economia . Os governos rapidamente
voltou-se para políticas de austeridade após estes pacotes de estímulos
iniciais. Outras medidas, tais como "flexibilização quantitativa",
que é essencialmente a política de imprimir dinheiro para os governos, não
levou a um crescimento real da economia, mas encheu os cofres dos bancos e tem
alimentado a atividade especulativa. A burguesia internacional está agora
discutindo as chamadas políticas de crescimento.
Nigéria e Sul da Ásia
Durante o debate, houve um
chamado de atenção para exatamente o que se entende por políticas de
crescimento desse tipo. Existem dois tipos de política de crescimento
apresentadas pelos comentaristas e políticos capitalistas. Um tipo são as
políticas neoliberais de concessões aos grandes negócios na esperança de que
eles irão produzir mais - o que significa benefícios fiscais, mais
desregulamentação e eliminação de leis que protegem os direitos dos
trabalhadores. Por outro lado, alguns argumentam a favor de medidas keynesianas
em que aumentam os gastos públicos com o entendimento de que o aumento dívida
pública seria pago por um longo período. Uma política keynesiana tem forte
oposição por parte do capital financeiro que pode manipular os mercados de
títulos contra governos que implementam essas políticas.
A situação da Nigéria foi
reportada na discussão por Abbey. Em janeiro, vimos um grande movimento de
massas e uma greve geral de uma semana em oposição à retirada do subsídio dos
combustíveis que significou um aumento enorme no custo de vida dos
trabalhadores. Embora eles tiveram um pequeno corte no aumento de preços, os
líderes sindicais conscientemente se opuseram a crescente chamada popular pela
"mudança do regime" e chamou o fim da greve. Assim como a queda do
preço do barril do petróleo gerou redução na renda do governo, há agora também
a ameaça de retirada de subsídios do governo federal na educação, que
significaria colocar a educação para além do alcance dos alunos da classe
trabalhadora. Um número significativo de trabalhadores e outros setores da
classe vem questionando cada vez mais o papel dos líderes sindicais e procuram
uma alternativa.
Os efeitos desastrosos das
políticas neoliberais sobre os trabalhadores do Sul da Ásia também foram
destaque na discussão. Estas políticas têm devastado os pobres da região e
levaram a classe média para a pobreza, o que está criando uma situação
explosiva. Em sua contribuição, Senan disse que essas políticas levaram 10
milhões de pessoas na Índia a viverem em favelas, enquanto milhões de casas
construídas em uma bolha imobiliária estão vazias. A corrupção entre as classes
dominantes na região é muito comum. Isto é destacado pela remoção devido a um
escândalo de corrupção, do primeiro-ministro do Paquistão; um país onde
estima-se que a corrupção represente de 20 a 25% do PIB. No Sri Lanka, os tamis
continuam a sofrer sob o regime chauvinista do singalês Rajapaksi. No entanto,
tem havido grandes vitórias contra o sistema na luta contra os preços dos
combustíveis.
Cazaquistão
A situação explosiva no
Cazaquistão também foi debatida. Essenbek, do Cazaquistão, informou sobre o
movimento de massas de trabalhadores no oeste do país que tem enfrentado a
repressão maciça do Estado, incluindo o massacre de trabalhadores que se
manifestavam em Zhanaozen em dezembro di ano passado
Em sua conclusão, Robert Bechert,
disse que o cenário das últimas duas décadas tem sido o colapso do stalinismo e
do efeito ideológico que teve sobre o movimento operário. Ele fez comparações
entre o movimento operário no século XIX e o período corrente. No fim do século
XIX, o movimento operário socialista se desenvolvia através da experiência de
luta em conjunto com a intervenção consciente dos socialistas dentro desse
movimento. Ele concluiu que precisamente neste período de luta podemos intervir
não só para construir um movimento socialista, mas para mudar o mundo e esse é
o propósito desta discussão e debate desta escola de verão.
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