MTST
Em maio desse ano, tomamos as ruas de várias cidades no país, cobrando um HEXA de direitos, entre eles melhorias no transporte público.
Na ocasião, em reunião com o governador do estado de São Paulo, exigimos integração com desconto de tarifa entre os ônibus metropolitanos, o trem e o metro. Naquele momento, essa parecia uma medida impossível de ser executada. Mas não desistimos e continuamos a lutar, acreditando na força do povo.
Ontem, em reunião na Secretaria de Transportes do estado, recebemos a notícia de que a partir de 30 de agosto a transferência entre os ônibus metropolitanos e as estações de trem e metro, utilizando o cartão BOM, acontecerão com desconto de R$ 1,35. Os passageiros pagarão por duas tarifas o valor de R$ 4,65, como já é praticado com o uso do bilhete único.
Essa é mais uma vitória do MTST que, com certeza, beneficiará milhões de trabalhadores em toda a região metropolitana de São Paulo!
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Mata, mas não estupra!
Por José Afonso da Silva
O estupro de mulheres é um dos atos mais abomináveis e covardes. Seja dentro de casa ou nas ruas, a mulher (criança, jovem adulta) leva sequelas psicológicas dessa violência para o resto de suas vidas vidas.
Não há quem fique indiferente a um ato tão bárbaro. Não por acaso, as fotos e retratos-falados de estupradores são divulgados nas redes sociais e a polícia é acionada para que mais mulheres não sejam vítimas. Quando pegos pela população ou nos presídios, são linchados até a morte.
Quase sempre os estupradores, embora muitos pareçam pessoas, normais acima de quaisquer suspeitas, são pessoas com problemas psicológicos e distúrbios mentais, o que os torna um risco a sociedade. Sendo assim, a única saída (deveria ser) é o seu isolamento, acompanhado de profissionais capacitados.
E quando os estupros são cometidos por policiais, que em tese deveriam proteger a comunidade e as mulheres? Não se vê ninguém defendendo linchamento. Não se vê as fotos dos estupradores de farda divulgadas nas redes sociais.
Estamos falando de um grupo de policiais de uma UPP que, de acordo com os relatos, estupraram mais de 10 mulheres na comunidade do Jacarezinho. Ainda segundo testemunhas, todos os policiais desta UPP sabiam dos casos de estupros. Ou seja, são estupradores, cúmplices ou negligentes.
Uma polícia que até hoje é formada cantando: "Homens de Preto, qual é sua missão? Entrar pela favela e deixar corpos no chão!" é treinada de uma forma a não ter nenhum limite moral ou ético no trato com a população e com os direitos humanos.
Infelizmente, para uma polícia que mata indiscriminadamente todos os dias, o estupro será visto como um atenuante nos tribunais militares. No entanto, a população verá como uma espécie de linha vermelha, "matar até pode, mas estuprar já é vandalismo!"
Link da matéria no G!: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/08/pm-preso-confirma-que-policiais-estupraram-jovens-em-favela-do-rio.html
O estupro de mulheres é um dos atos mais abomináveis e covardes. Seja dentro de casa ou nas ruas, a mulher (criança, jovem adulta) leva sequelas psicológicas dessa violência para o resto de suas vidas vidas.
Não há quem fique indiferente a um ato tão bárbaro. Não por acaso, as fotos e retratos-falados de estupradores são divulgados nas redes sociais e a polícia é acionada para que mais mulheres não sejam vítimas. Quando pegos pela população ou nos presídios, são linchados até a morte.
Quase sempre os estupradores, embora muitos pareçam pessoas, normais acima de quaisquer suspeitas, são pessoas com problemas psicológicos e distúrbios mentais, o que os torna um risco a sociedade. Sendo assim, a única saída (deveria ser) é o seu isolamento, acompanhado de profissionais capacitados.
E quando os estupros são cometidos por policiais, que em tese deveriam proteger a comunidade e as mulheres? Não se vê ninguém defendendo linchamento. Não se vê as fotos dos estupradores de farda divulgadas nas redes sociais.
Estamos falando de um grupo de policiais de uma UPP que, de acordo com os relatos, estupraram mais de 10 mulheres na comunidade do Jacarezinho. Ainda segundo testemunhas, todos os policiais desta UPP sabiam dos casos de estupros. Ou seja, são estupradores, cúmplices ou negligentes.
Uma polícia que até hoje é formada cantando: "Homens de Preto, qual é sua missão? Entrar pela favela e deixar corpos no chão!" é treinada de uma forma a não ter nenhum limite moral ou ético no trato com a população e com os direitos humanos.
Infelizmente, para uma polícia que mata indiscriminadamente todos os dias, o estupro será visto como um atenuante nos tribunais militares. No entanto, a população verá como uma espécie de linha vermelha, "matar até pode, mas estuprar já é vandalismo!"
Link da matéria no G!: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/08/pm-preso-confirma-que-policiais-estupraram-jovens-em-favela-do-rio.html
sábado, 26 de julho de 2014
Presos Políticos - Presos Pobres
Por José Afonso da Silva
Imagine que você seja um
jovem de vinte e poucos anos, branco, de ascendência oriental japonesa ... estivesse
saindo de uma manifestação e a caminho do metro, ainda na escada rolante, você seja abordado por policiais de todo tipo e por todos os lados .... Eles pedem seus
documentos, fazem revista apalpando seu corpo, viram sua mochila pelo avesso,
tudo isso a procura de bombas, drogas ou qualquer coisa que lhe enquadre em
crime de terrorismo, tráfico de drogas, black blocs (que não é crime), etc.
Imagine que a abordagem é
filmada por várias mídias independentes e acompanhada por dezenas de outras
pessoas, entre elas jornalistas da grande mídia e um padre, Júlio Lancellotti.
Imagine que mesmo sem
encontrar nada que o incrimine, você é levado para a delegacia e lá descobre
que ficará detido, sem motivo algum.
Já na cela, Imagine que
mesmo você sendo inocente e que nada tenha sido encontrado, você é informado que portava materiais explosivos e logo em seguida,
por mais absurdo que possa parecer, o delegado, ministério público e
procuradores do estado o enquadram no crime de formação de quadrilha ...
Imagine que seus advogados impetrem um habeas corpus para sua libertação, mas
mesmo com os argumentos da sua defesa é negado pelo juiz .. Pois é, esse é o caso de
Fábio Hidek.
Agora imagine que você seja
um jovem, negro ... caminhando sozinho a
noite pela quebrada, de volta pra casa, da escola, da balada, não importa.
Imagine que você cruze com uma viatura da ROTA e é abordado pela mesma ... lembre-se que você está sozinho (não
importa se há gente na rua ou não). Os policiais, já de armas em punho, saltam
da viatura aos gritos de "mão pra cabeça vagabundo!". Com a
delicadeza típica de um policial militar, te jogam contra a parede, chutam suas
pernas, apertam seus bagos e depois pedem seus documentos... Imagine que você
não tenha passagem pela polícia, seja um trabalhador e esteja voltando pra casa
depois de uma cansativo dia de labuta
... teoricamente você ficaria tranquilo, mas os policiais começam a lhe
fazer perguntas "de onde você vem?", "onde você mora?", "tem passagem?", "o que você
tá fazendo na rua nesse horário?", "usa drogas?", "é traficante?". Você responde as
perguntas, se explica e afirma que é trabalhador. Como não encontram nada, e
para não perder a “viagem”, um deles insinua que você rio, não olhou nos olhos
de um deles ou olhou, não importa!, você levará um tapa na cara ou no pé-de-ouvido,
como dizia meu pai.
Dai pra frente, a depender
da sua reação e da sua sorte, o destino determinará se lhe deixarão ir embora, se levarão para a
delegacia ou meterão uma bala na sua testa.
Se lhe deixarem ir embora,
blz, foi um enquadro pra coleção. Se lhe mandarem pra cadeia, você será
torturado e confessará até pacto com Osama Bin Laden, que obviamente será
aceito pelo delegado, pelo ministério público, pelo juiz e seu rosto será
divulgado como mais um marginal capturado pelas forças de segurança do estado.
Mas caso lhe metam uma bala na cabeça, argumentarão que você estava armado,
atirou primeiro e ainda dirão que você é traficante, de preferência um dos
cabeças do PCC. A imprensa divulgará sua morte como um grande feito da polícia militar.
Esses dois exemplos, absolutamente
reais e corriqueiros, demonstram que a polícia que reprime e prende
manifestantes é a mesma que reprime, prende, tortura e mata na periferia.
Também deixa claro que a policial militar não está sozinha nesse esquema, junto
a eles estão escrivães, delegados de polícia, ministério público e juízes,
todos esses contando com a benevolência da grande e pequena mídia.
Defender a libertação dos
presos políticos como Fabio Hidek, mais que defender a libertação de alguém que
foi preso injustamente por protestar, é defender o direito de viver dignamente
sem correr o risco de ser assassinado pelos militares e de não ser julgado
injustamente.
Realidade bem conhecida da
população pobre e negra da periferia.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
É hora de perder a paciência!
Por Vinícios Prado
As jornadas de junho, que levaram às ruas milhões de brasileiros, mudaram substancialmente o cenário nacional. Trabalhadores e estudantes ocuparam ruas em todo o país, demonstrando que a paciência com o jogo político institucional, com o discurso de que somos o país do futuro e outros chavões da política tradicional brasileira acabaram. Queremos saúde, transporte, educação, segurança e o direito a uma vida digna.
O fim da paciência de trabalhadores e estudantes com a política tradicional se refletiu também nos partidos da ordem burguesa: todos querem se colocar como porta-vozes das ruas, interlocutores das massas e da juventude. Precisamos perder a paciência com os partidos da ordem burguesa, pois suas campanhas milionárias, financiadas por empreiteiros, banqueiros e multinacionais, os levam a defender os interesses de seus financiadores e não da população que votou neles. Mesmo PT e PSDB, que polarizam a política nacional nas últimas duas décadas (e, portanto, são diretamente responsáveis por este modo de fazer política) querem se apropriar da indignação popular para transformá-la em “capital eleitoral”.
Por isso, é necessário utilizarmos este momento eleitoral para dar continuidade à impaciência! Foi perdendo a paciência que conseguimos reverter o aumento de passagem em Curitiba, São Paulo e em várias outras cidades! Foi perdendo a paciência que o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) conseguiu, neste ano, audiência com o gabinete da presidente e viu vários pontos de suas reivindicações atendidas! Foi perdendo a paciência que os garis do Rio de Janeiro deram uma aula de luta popular ao Brasil todo: em uma greve histórica, atropelaram a direção “pelega” do sindicato ligado aos governistas e arrancaram da prefeitura um aumento histórico de 37% para a categoria!
E é com esse espírito de total falta de paciência com o modus operandi da politica tradicional que o PSOL apresenta suas candidaturas, onde colocamos nomes de trabalhadores e trabalhadoras para ocupar este espaço na disputa eleitoral e fazer o contraponto aos políticos profissionais que defendem a lógica atual. Não apresentamos candidaturas com pretensão de ser porta-voz de nenhum movimento, mas apresentamos candidaturas e possíveis mandatos que podem dar voz aos movimentos sociais e a classe trabalhadora pois, diferente dos partidos da ordem, não somos financiados por empreiteiros, banqueiros e multinacionais: nós construímos nossas campanhas com a contribuição, disposição e suor da militância.
Neste sentido, apresentamos, especialmente ao litoral do Paraná, a candidatura do camarada Vinícius Prado a Deputado Federal: por um mandato que esteja a serviço de toda a falta de paciência presente na classe trabalhadora, proporcionando visibilidade e acumulo sob suas pautas!
Entretanto, não acreditamos que os problemas do conjunto da classe trabalhadora e da juventude que saiu as ruas se resolvam com o processo eleitoral: este é apenas um momento para darmos visibilidade às lutas populares e fazermos o contraponto à política institucional. Junho nos mostrou que é na rua, na luta, que se conquistam as vitórias para a classe trabalhadora. No entanto, outras experiências do PSOL, como no caso do Marcelo Freixo do Rio de Janeiro e no mundo nos mostram como um mandato a serviço das lutas pode impulsioná-las, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa.
- Por um Piso Nacional que atenda a todas as trabalhadoras e trabalhadores da educação!
- Por 33% de hora-atividade e pagamento do piso em todos os municípios do Paraná e Brasil!
- Por 10% do PIB para educação pública!
- Por uma jornada de 30 horas semanais para os trabalhadores e trabalhadoras da educação!
- Pela defesa da tarifa zero para o Estado do Paraná!
- Pelo combate a violência contra a mulher no estado: construção de centros de referência e delegacias 24 horas!
- Pela descriminalização do aborto e ações educativas, pelo direito da mulher decidir sobre o próprio corpo!
- Pela suspensão do pagamento da divida pública do Estado. Que o dinheiro seja destinado para saúde, transporte, moradia e educação!
- Por um mandato afinado com as lutas das minorias (LGBT, Negros e Negras, indígenas e quilombolas)!
- Pela legalização da maconha e estudos anti-proibicionistas sobre todas as drogas, DROGA É QUESTÃO DE SAÚDE!
- Pela desmilitarização das forças polciais!
- Que todos os políticos tenham salário de trabalhador!
Assinam:
Dirigentes do PSOL e do Comitê por uma internacional dos Trabalhadores:
- Dimitri Silveira - Direção PSOL SP
- Luciano Barbosa - Executiva PSOL RJ
- Mariana Cristina - Direção PSOL RJ
- Katia Sales - Direção PSOL MG
- Jane Barros - Setorial Nacional Mulheres PSOL
- André Ferrari – Diretório Nacional do PSOL e Comitê Executivo Internacional CIT – São Paulo
- Marcus Kollbrunner – Comitê por uma internacional dos trabalhadores CIT – São Paulo
Juventude e trabalhadores:
- Devalcir Leonardo – Professor Universitário (UNESPAR/Fecilcam) – Londrina
- Claudemir Romancini – Professor da Rede Estadual – Maringá
- Rafael Machado- Professor - Maringá
- Adair de Souza- Professor Maringá
- Vanderlei Amboni – Professor Universitário(UNESPAR/FAFIPA) e Agente Educacional II – Maringá
- Larissa Melcher – Professora – Pontal do Paraná
- Sandra Mara – Professora – Pontal do Paraná
- Marcos Xavier – Professor – Paranaguá
- José Odenir – Pedagogo – Curitiba
- Luis Henrique Novacki – Professor – Guaratuba
- Leonardo Gomes Gomes – Professor - Pontal do Paraná
- Renan Berlim Pazinato – Professor – Curitba
- Giovane Matheus – Estudante - Paranaguá
- Dilso Junior – Trabalhador do comércio – Pontal do Paraná
- Tânia Mara – Servidora Municipal – Pontal do Paraná
- Dilso Aparecido Alves – Corretor de imóveis – Paranaguá
- Vanessa Santa Maria – Advogada – Pontal do Paraná
- Lina Santa Maria – Pensionista - Pontal do Paraná
- João Marcelo Volker Schawnks – Engenheiro Agrônomo – Antonina
- Luciano Alves – Maritimo – Paranaguá
- Rodrigo Maristany – Paranaguá
- Helisson Santos – Servidor público - Paranaguá
- Elton Colini – Portuário - Paranaguá
- Jean Henrique – Estudante – Curitiba
- Jeferson – Motoboy – Curitiba
- Felipe Kauai – Estudante - Curitiba
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Agressões na Audiência Pública de Taboão: Em defesa da verdade!
Por José Afonso da Silva
O vídeo divulgado pelo prefeito Fernando Fernandes, que comprovaria a simulação de Paulo Felix durante a audiência pública (que seriam votada 19 alterações no Plano Diretor), ocorrida no último sábado, onde agentes da prefeitura (fardados ou não) agrediram integrantes do Movimento Sem Terra-Taboão, em verdade, comprova exatamente o contrário.
No vídeo de 39 segundos, fica claro, como demonstram a seta vermelha nas fotos que printei onde um funcionário da prefeitura dá um pisão no joelho de PF em meio ao tumulto e logo em seguida se retira com a mão na boca.
Por um censo de responsabilidade jornalística, penso que a imprensa local deve dar uma outra leitura do vídeo, além da repassada pelo governo.
Vejam o vídeo e depois as fotos e tirem suas conclusões:
https://www.youtube.com/watch?v=xie6_O--k3c
O vídeo divulgado pelo prefeito Fernando Fernandes, que comprovaria a simulação de Paulo Felix durante a audiência pública (que seriam votada 19 alterações no Plano Diretor), ocorrida no último sábado, onde agentes da prefeitura (fardados ou não) agrediram integrantes do Movimento Sem Terra-Taboão, em verdade, comprova exatamente o contrário.
No vídeo de 39 segundos, fica claro, como demonstram a seta vermelha nas fotos que printei onde um funcionário da prefeitura dá um pisão no joelho de PF em meio ao tumulto e logo em seguida se retira com a mão na boca.
Por um censo de responsabilidade jornalística, penso que a imprensa local deve dar uma outra leitura do vídeo, além da repassada pelo governo.
Vejam o vídeo e depois as fotos e tirem suas conclusões:
https://www.youtube.com/watch?v=xie6_O--k3c
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mais um ato odiável do governo Fernando Fernandes!
Por José Afonso da Silva
Neste último sábado, GCMs, funcionários Ln´s da prefeitura e correligionários do prefeito Fenando Fernandes/PSDB de Taboão da Serra agrediram a socos, ponta-pés e gás de pimenta integrantes do Movimento Sem Terra - Taboão, durante a Audiência Pública que discutiria mudanças no Plano Diretor do município.
Pessoas desmaiadas; adultos, mulheres e crianças intoxicadas com a grande quantidade de gás de pimenta inalado e, embora não graves, muitos feridos em virtude da truculência e violência dos agentes (fardados ou não) da administração municipal.
Um ato absurdo, covarde e inadmissível, que deixa claro o caminho a seguir pela atual administração: a violência das Tropas da GCM.
Essa não foi a primeira vez, o mesmo foi feito contra os skitistas da praça Nicola Vivilechio, contra os trabalhadores da cultura, contra o MTST durante o ato em defesa da saúde no ano passado; contra os ciclistas, contra o evento de MCs, contra os defensores do animais do Parque das Hortênsias e etc.
Ao contrário do prefeito Evilásio Farias, Fernando Fernandes vem seguindo o rito legal ao chamar as audiências públicas para operar mudanças no Plano Diretor. No entanto, o fato de ser legal não significa que seja democrático.
Democracia não é apenas a vontade da maioria sobre a minoria. Mas sim uma decisão tomada após amplo debate, com documentos e informações a disposição de todos, reuniões chamadas com tempo para que as pessoas se preparem e discussões feitas com respeito.
O que aconteceu na audiência pública de sábado foi a mobilização de uma amplo aparato militar, funcionários disposto a levar o debate no grito e dispostos a fazer o que fosse necessário para aprovar as propostas encaminhadas por Fernando Fernandes. Isso tá longe de ser democracia, isso é rolo compressor contra a democracia e contra a participação popular nas decisões da cidade.
Por fim, gostaria de me solidarizar com os companheiros (as) do Movimento Sem Terra de Taboão, e fazer uma chamado a que não se permita mais o uso da força e da truculência contra os movimentos sociais e populares da cidade.
Neste último sábado, GCMs, funcionários Ln´s da prefeitura e correligionários do prefeito Fenando Fernandes/PSDB de Taboão da Serra agrediram a socos, ponta-pés e gás de pimenta integrantes do Movimento Sem Terra - Taboão, durante a Audiência Pública que discutiria mudanças no Plano Diretor do município.
Pessoas desmaiadas; adultos, mulheres e crianças intoxicadas com a grande quantidade de gás de pimenta inalado e, embora não graves, muitos feridos em virtude da truculência e violência dos agentes (fardados ou não) da administração municipal.
Um ato absurdo, covarde e inadmissível, que deixa claro o caminho a seguir pela atual administração: a violência das Tropas da GCM.
Essa não foi a primeira vez, o mesmo foi feito contra os skitistas da praça Nicola Vivilechio, contra os trabalhadores da cultura, contra o MTST durante o ato em defesa da saúde no ano passado; contra os ciclistas, contra o evento de MCs, contra os defensores do animais do Parque das Hortênsias e etc.
Arremedo de democracia
As 19 alterações apresentadas ao plano diretor apenas favorecem a especulação imobiliária, pois deixa as portas abertas para isso. Além de retirada de zeis (Zonas Especial de Interesse Social) destinada a construção de moradia popular.
Essas alterações foram colocadas num primeiro momento na reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano (da qual sou suplente), e foram apresentadas sem nenhum conhecimento e estudo prévio por parte de seus membros. Como o prefeito tem maioria total no conselho, impôs goela abaixo as mudanças.Ao contrário do prefeito Evilásio Farias, Fernando Fernandes vem seguindo o rito legal ao chamar as audiências públicas para operar mudanças no Plano Diretor. No entanto, o fato de ser legal não significa que seja democrático.
Democracia não é apenas a vontade da maioria sobre a minoria. Mas sim uma decisão tomada após amplo debate, com documentos e informações a disposição de todos, reuniões chamadas com tempo para que as pessoas se preparem e discussões feitas com respeito.
O que aconteceu na audiência pública de sábado foi a mobilização de uma amplo aparato militar, funcionários disposto a levar o debate no grito e dispostos a fazer o que fosse necessário para aprovar as propostas encaminhadas por Fernando Fernandes. Isso tá longe de ser democracia, isso é rolo compressor contra a democracia e contra a participação popular nas decisões da cidade.
Por fim, gostaria de me solidarizar com os companheiros (as) do Movimento Sem Terra de Taboão, e fazer uma chamado a que não se permita mais o uso da força e da truculência contra os movimentos sociais e populares da cidade.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Denegrir ou Denigrir?
Por José Afonso da Silva
As palavras tem peso, tem história e carregam em si uma carga de
significados. Muitos destes significados trazem em seu DNA uma conotação
absolutamente pejorativa. É o caso das palavras denegrir ou denigrir.
Sempre que se quer depreciar e desacreditar uma pessoa ou a
reputação de alguém ou de tornar alguma coisa "negra" ou
"escura", usa-se as palavras denegrir ou denigrir.
Embora as pessoas que as usem não necessariamente sejam ou tenham
sido racistas, o fato concreto é que são palavras com cunho absolutamente
preconceituoso e racista e devem, no mínimo, ser evitadas, pois nos remetem há
época da escravidão, época em que milhões de seres humanos eram retirados de
seus lares, transportados de navios em condições subumanas, obrigados a
trabalhar, agredidos, ofendidos, mutilados, violentados, estuprados e
assassinados.
Ainda tinham sua cultura, sua língua, sua religião e sua
individualidade destruídas por homens de bem, brancos e cristãos.
Em Taboão da Serra, o debate tem esquentado nas últimas
semanas, no que tange a situação precária em que vive os animais do Parque das
Hortênsias. No entanto, o nível do debate nem sempre é o mais adequado, quando
não é o mais rasteiro e pueril possível.
Mas o que mais incomoda é ver vereadores, secretários,
defensores do governo Fernando Fernandes e até mesmo membros da “oposição”
abusando da palavra “denegrir”. Tão grave quanto ter sua reputação (se é que
alguns têm) afetada, é se defender de ataques dos adversários utilizando-se de
palavras de cunho racista (também machistas muitas vezes).
Usar certas palavras de cunho racista, machista ou homofóbico ao
se referir a adversários (as), não contribui em nada para o debate e muito
menos ainda para apontar as verdadeiras soluções aos problemas existentes.
Aqui não se trata de pregar o politicamente correto, pelo
contrário, mas sim de ser intolerante com esse tipo de prática, que,
lamentavelmente, vem se reproduzindo nas escolas, estádios de futebol e etc.
A disputa política na cidade, enviesada entre setores
fernandistas e evilasistas, ao abusarem desses termos, comprova, não apenas o
atraso incutido na sociedade, mas também a pobreza dos políticos da cidade.
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