quarta-feira, 28 de maio de 2014

Agressões na Audiência Pública de Taboão: Em defesa da verdade!

Por José Afonso da Silva

O vídeo divulgado pelo prefeito Fernando Fernandes, que comprovaria a simulação de Paulo Felix durante a audiência pública (que seriam votada 19 alterações no Plano Diretor), ocorrida no último sábado,  onde agentes da prefeitura (fardados ou não) agrediram integrantes do Movimento Sem Terra-Taboão, em verdade, comprova exatamente o contrário.
No vídeo de 39 segundos, fica claro, como demonstram a seta vermelha nas fotos que printei onde um funcionário da prefeitura dá um pisão no joelho de PF em meio ao tumulto e logo em seguida se retira com a mão na boca.
Por um censo de responsabilidade jornalística, penso que a imprensa local deve dar uma outra leitura do vídeo, além da repassada pelo governo.
Vejam o vídeo e depois as fotos e tirem suas conclusões:

https://www.youtube.com/watch?v=xie6_O--k3c






segunda-feira, 26 de maio de 2014

Mais um ato odiável do governo Fernando Fernandes!

Por José Afonso da Silva

Neste último sábado, GCMs, funcionários Ln´s da prefeitura e correligionários do prefeito Fenando Fernandes/PSDB de Taboão da Serra agrediram a socos, ponta-pés e gás de pimenta integrantes do Movimento Sem Terra - Taboão, durante a Audiência Pública que discutiria mudanças no Plano Diretor do município.
Pessoas desmaiadas; adultos, mulheres e crianças intoxicadas com a grande quantidade de gás de pimenta inalado e, embora não graves, muitos feridos em virtude da truculência e violência dos agentes (fardados ou não) da administração municipal.
Um ato absurdo, covarde e inadmissível, que deixa claro o caminho a seguir pela atual administração: a violência das Tropas da GCM.
Essa não foi a primeira vez, o mesmo foi feito contra os skitistas da praça Nicola Vivilechio, contra os trabalhadores da cultura, contra o MTST durante o ato em defesa da saúde no ano passado; contra os ciclistas, contra o evento de MCs, contra os defensores do animais do Parque das Hortênsias e etc.

Arremedo de democracia

As 19 alterações apresentadas ao plano diretor apenas favorecem a especulação imobiliária, pois deixa as portas abertas para isso. Além de retirada de zeis (Zonas Especial de Interesse Social) destinada a construção de moradia popular.
Essas alterações foram colocadas num primeiro momento na reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano (da qual sou suplente), e foram apresentadas sem nenhum conhecimento e estudo prévio por parte de seus membros. Como o prefeito tem maioria total no conselho, impôs goela abaixo as mudanças.
Ao contrário do prefeito Evilásio Farias, Fernando Fernandes vem seguindo o rito legal ao chamar as audiências públicas para operar mudanças no Plano Diretor. No entanto, o fato de ser legal não significa que seja democrático.
Democracia não é apenas a vontade da maioria sobre a minoria. Mas sim uma decisão tomada após amplo debate, com documentos e informações a disposição de todos, reuniões chamadas com tempo para que as pessoas se preparem e discussões feitas com respeito.
O que aconteceu na audiência pública de sábado foi a mobilização de uma amplo aparato militar, funcionários disposto a levar o debate no grito e dispostos a fazer o que fosse necessário para aprovar as propostas encaminhadas por Fernando Fernandes. Isso tá longe de ser democracia, isso é rolo compressor contra a democracia e contra a participação popular nas decisões da cidade.

Por fim, gostaria de me solidarizar com os companheiros (as) do Movimento Sem Terra de Taboão, e fazer uma chamado a que não se permita mais o uso da força e da truculência contra os movimentos sociais e populares da cidade.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Denegrir ou Denigrir?

Por José Afonso da Silva

As palavras tem peso, tem história e carregam em si uma carga de significados. Muitos destes significados trazem em seu DNA uma conotação absolutamente pejorativa. É o caso das palavras denegrir ou denigrir.
Sempre que se quer depreciar e desacreditar uma pessoa ou a reputação de alguém ou de tornar alguma coisa "negra" ou "escura", usa-se as palavras denegrir ou denigrir.
Embora as pessoas que as usem não necessariamente sejam ou tenham sido racistas, o fato concreto é que são palavras com cunho absolutamente preconceituoso e racista e devem, no mínimo, ser evitadas, pois nos remetem há época da escravidão, época em que milhões de seres humanos eram retirados de seus lares, transportados de navios em condições subumanas, obrigados a trabalhar, agredidos, ofendidos, mutilados, violentados, estuprados e assassinados.
Ainda tinham sua cultura, sua língua, sua religião e sua individualidade destruídas por homens de bem, brancos e cristãos.
 Em Taboão da Serra, o debate tem esquentado nas últimas semanas, no que tange a situação precária em que vive os animais do Parque das Hortênsias. No entanto, o nível do debate nem sempre é o mais adequado, quando não é o mais rasteiro e pueril possível.
Mas o que mais incomoda é ver vereadores, secretários, defensores do governo Fernando Fernandes e até mesmo membros da “oposição” abusando da palavra “denegrir”. Tão grave quanto ter sua reputação (se é que alguns têm) afetada, é se defender de ataques dos adversários utilizando-se de palavras de cunho racista (também machistas muitas vezes).
Usar certas palavras de cunho racista, machista ou homofóbico ao se referir a adversários (as), não contribui em nada para o debate e muito menos ainda para apontar as verdadeiras soluções aos problemas existentes.
Aqui não se trata de pregar o politicamente correto, pelo contrário, mas sim de ser intolerante com esse tipo de prática, que, lamentavelmente, vem se reproduzindo nas escolas, estádios de futebol e etc.

A disputa política na cidade, enviesada entre setores fernandistas e evilasistas, ao abusarem desses termos, comprova, não apenas o atraso incutido na sociedade, mas também a pobreza dos políticos da cidade.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Resposta à colunista do Jornal Atual, Janete Almeida

Por José Afonso da Silva

No Jornal Atual desta semana, a colunista Janete Almeida, tenta, mas não consegue, colocar sua própria opinião a respeito do problema da violência nas manifestações, pelo contrário, apenas reproduz um factoide criado pela Globo, típico do pior estilo de jornalismo manipulador e desonesto, contra as manifestações, os partidos de esquerda e os movimentos sociais após a trágica e lamentável morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade.
Na coluna de titulo “Atos de Vandalismo”, Janete Almeida, com toda sua “sabedoria”, começa dizendo que as manifestações por direitos eram pacíficas, mas que a “adesão dos Black Blocs, um bando mascarados e arruaceiros transformaram as passeatas em atos de vandalismo”. Esquece a colunista, que as manifestações que eclodiram em junho do ano passado, foi justamente pela truculência e violência da polícia militar. Os Black Blocs, embora com um método (tática) equivocada, surgem exatamente como uma resposta a essa ação da polícia militar e não o contrário, como tenta colocar a colunista.
Janete Almeida, está absolutamente desinformada, quando diz que Santiago Andrade foi a primeira vítima dos confrontos nas manifestações e que se não for tomadas atitudes “outras fatalmente acontecerão”. Desde junho de 2013, cerca de 13 pessoas morreram em decorrência da ação da polícia militar, centenas de prisões arbitrárias e centenas de feridos, entre os feridos dezenas de jornalistas. Silenciar isso é querer esconder a verdade.
Janete Almeida, parece ter lido a revista Veja antes de escrever sua coluna, ao descrever Elisa Quadros (Sininho), de forma vil e leviana para o conjunto dos leitores do Jornal Atual, como uma criminosa. Chega-se ao ponto de insinuar que Sininho seria candidata nas próximas eleições. Um absurdo, pois Sininho faz parte de um “pensamento político” , digamos assim, que rejeita a participação nos processo eleitorais.
Mais absurdo ainda e bem na linha do que existe de pior no jornalismo regional, reproduz de forma acrítica uma campanha sórdida e mentirosa, movida pela Globo, Veja e os grandes veículos de comunicação, ao tentar envolver o PSOL (principalmente o dep. Marcelo Freixo), em supostos pagamentos de manifestantes em atos.
O PSOL é um partido formado por pessoas que militam por convicção política e não por dinheiro, ao contrário dos partidos da direita tradicional.
Como alguém minimamente séria pode reproduzir uma campanha de difamação a alguém, com base em suposições precárias e frágeis, apontadas por um advogado de milicianos cariocas? No mínimo se deveria averiguar melhor antes de emitir uma opinião a respeito. Sendo que essas informações que hoje estão sendo desmentidas pela própria imprensa que criou esses factoides.
Está mais do que claro que esta campanha movida pela grande mídia, ao tentar envolver o PSOL, tem dois objetivos: primeiro, Jogar areia no partido que não representa os interesses dos grandes negócios e nem da rede Globo, e por isso teve 30% dos votos no Rio de Janeiro e, segundo, criminalizar os movimentos sociais, numa tentativa de queimar perante a população as manifestações por direitos sociais e contra os excessivos gastos com a Copa do Mundo e os megaeventos por parte dos governos, em detrimento dos serviços públicos. A Lei Antiterrorismo é uma prova disso, pois na verdade, nada mais é que uma Lei “Antimanifestações”.
Janete Almeida, num parágrafo cheio de lugares comuns, termina seu artigo dizendo que falta um grande político capaz de acabar com a corrupção, investir em educação, blá, blá, blá ...orientando seus leitores a votarem corretamente nas eleições de outubro.
Pelo visto, na visão da colunista, esse tal político, salvador da pátria, não sairá das manifestações de rua e nem dos partidos de esquerda. Sua opção política fica clara aqui.

PS: É claro que a opinião da colunista não necessariamente representa a opinião do Jornal Atual, mas, neste caso, seria prudente o espaço para o contraditório.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

E a mídia segue sua nau

Por José Afonso da Silva
Imagine um grupo de igreja (nesse caso um grupo de ativistas cariocas), na véspera de Natal resolvem fazer uma ação de solidariedade aos moradores de rua e batizam essa ação de "Celebração da Rua - Mais Amor, menos Capital".
     Geralmente, esses grupos de igreja correm atrás de patrocínios de empresas e comerciantes para comprar roupas, alimentos e brinquedos. Nesse caso, como o grupo de ativistas se recusam a receber dinheiros de empresas e comerciantes, começaram a ligar para parlamentares ligados às lutas, ativistas, professores, militantes de esquerda, entre outros possíveis doadores. Isso com o objetivo de garantir a ação de solidariedade aos moradores de rua.
     Terminada a atividade, esse grupo de igreja, põe numa tabela do Excel os valores arrecadados com as doações e seus respectivos doares, assim como os gastos materiais com as atividades.
     Em seguida, esse grupo de igreja encaminha uma prestação de contas a todos os envolvidos e para ficar mais clara ainda a todos, os balanços são publicados numa página do facebook.
A grande mídia, com a rede Globo à frente, quer transformar uma ação de solidariedade aos mais desamparados e excluídos, numa ação criminosa. E nessa ação criminosa, incluir o PSOL e seus parlamentares, assim como o conjunto da esquerda.
     Não conheço Elisa Quadros, mas observando o seu perfil no facebook, é possível observar que não são poucas as ações de coleta de roupas e alimentos às vítimas de enchentes e etc. 
A diferença da ação de Sininho com os grupos de igreja, quando organizam essas ações de solidariedade é que um entende como uma tarefa cristã e o outro como uma tarefa política. 
Os dois são válidos, mas estão longe de ser uma ação criminosa.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

É possível confiar na oposição de Taboão da Serra?

Por José Afonso da Silva

Após a manifestação contra o fechamento do PS Akira Tada, o prefeito Fernando Fernandes saiu a campo para desqualificar os organizadores do ato. Até ai nada de novo, essa tem sido a prática do governo.
De acordo com Fernando Fernandes, o ato seria político e os organizadores seriam os responsáveis pela destruição da saúde no município nos últimos oito anos.
De certa forma, Fernando Fernandes não mentiu, pois boa parte dos organizadores da manifestação, a exemplo do PT e do PV, estiveram a frente da administração municipal durante oito anos (2005-2012) junto com o PSB de Evilásio Farias.
A administração de Evilásio Farias/PSB e Márcia/PT foi responsável por uma das gestões mais corruptas da história do município. Mas também foi a gestão que aumentou violentamente o IPTU, que transformou o PS do Antena no paraíso financeiro da Iacta, que ignorou as reivindicações do funcionalismo e sempre agindo com autoritarismo e superlotação de livre-nomeados nas repartições públicas.
A trágica administração Evilásio e PT ressuscitou o PSDB no município. A vitória eleitoral de Fernando Fernandes foi muito mais resultado da forte rejeição ao governo Evilásio do que por seus méritos.
Dito isso, a argumentação de Fernando Fernandes é fraca, ainda mais se considerarmos que o PSB de Evilásio Farias, a começar por seus 3 vereadores eleitos, hoje são base de sustentação do governo tucano.
Dezenas de assessores, secretários, partidos aliados  e carreiristas  de sempre estão hoje no governo Fernando Fernandes.
Ou seja, como é possível criticar a administração anterior e ao mesmo tempo abriga-los em seu governo?
Agora, o mais interessante de se notar é que dos organizadores e participantes da manifestação de domingo, a maioria apoiou a candidatura de Fernando Fernandes.
Tanto isso é verdade que o atual presidente da Câmara Municipal, o vereador Eduardo Nóbrega, escreveu em sua página no facebook: “Em nome da esperança uniu-se um exército forte, leal, destemido e vencedor, que enfrentou uma máquina corrupta, combalida e retrógada, um ano depois generais rivais tornaram-se amigos do novo Rei integrando o novo governo, enquanto generais e soldados aliados começam a virar inimigos; Eu quero lutar mas não com esta nova farda”. Logo em seguida, o vereador Eduardo Nóbrega classifica os dissidentes de “guerreiros” e que irá trabalhar para trazê-los de volta.
Fica claro aqui os limites dessa oposição, seja pelo fato de terem sido responsáveis pela tragédia da última administração, seja pelo fato de terem apoiado a candidatura de Fernando Fernandes. Coincidentemente, muitos dos que ali estavam não foram agraciados com cargos na administração tucana.
Fica claro também a hipocrisia de Fernando Fernandes, pois ao mesmo tempo em que critica a administração de Evilásio Farias, os tem hoje aliados de primeira linha abrigados em seu governo.
Por fim, a luta em defesa do Akira Tada é uma luta legítima e de interesse da maioria da população. Não a toa muitos movimentos e moradores participaram da manifestação. No entanto, quando setores que sempre estiveram no poder se utilizam das demandas sociais justas, para no final defenderem seus interesses eleitorais ou para voltarem a ter cargos, isso deslegitima a luta, confunde a população e transforma o debate em algo estranho aos interesses da maioria.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014