sábado, 8 de abril de 2017

Agora: Ocupação em Embu das Artes

Cerca de 100 famílias ocuparam agora a pouco um empreendimento abandonado de responsabilidade da Caixa Econômica Federal no município de Embu das Artesas.
Segundo informações, a maioria das famílias estão cadastradas para serem beneficiadas quando os apartamentos ficarem prontos, enquanto outras familiais oriundas de áreas de risco tiveram seu bolsa aluguel cortado pela atual gestão.
Ainda segundo as famílias, as obras estão abandonadas e sem perspectiva de retomada, o que precipitou a ocupação realizada nesta noite.
Como é possível ver pelas fotos, a guarda civil metropolitana já está no local e está impedindo de forma intimidatória e truculenta a entrada e saída das pessoas da ocupação.
O endereço da ocupação: Estrada São Sebastião, 272, Jd Vazame, em Embu das artes.
Fotos e vídeo Gabriel Binho







sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A culpa é da justiça

Por José Afonso da Silva

Na boa, longe de mim sair em defesa de Ney Santos, mesmo porque eu apoiei para prefeito o candidato do PSOL, o combativo militante companheiro Juninho Junior.
Ney Santos, numa eleição com cinco pleiteantes ao cargo de prefeito de Embu das Artes (se não me engano) obteve 80% dos votos dos eleitores de Embu das Artes.
Onde quero chegar? Se havia uma investigação em andamento desde 2010, por que a justiça permitiu que um candidato, cheio de suspeitas, que teve a candidatura impugnada por inúmeras vezes pelo TRE fosse até o final na disputa eleitoral, fazendo com o voto de milhares de embuenses fosse simplesmente jogados na lata do lixo?
Essa mesma justiça, não teve preocupação e nem dificuldade para impugnar a candidatura do Geraldo Cruz, mesmo porque, naquela conjuntura, ninguém questionaria a ilegitimidade da impugnação de uma candidatura do Partido dos Trabalhadores.
Antes que falem merda, entendo que a candidatura de Geraldo Cruz/PT foi cassada corretamente e, politicamente, Geraldo Cruz é um político inimigo dos movimentos populares como o MTST, funcionalismo público e dos lutadores da cidade.
O fato é que ao utilizar o método dos dois pesos e duas medidas, a justiça, enviesada por um antipetismo doentio, permitiu que um candidato que não se enquadrava nos critérios da Lei da Ficha Limpa, concentrasse os votos e anseios do povo sofrido de Embu.
Logo, a justiça eleitoral também deve ser responsabilizada pelo ocorrido.
A população tinha a sua disposição a candidatura do companheiro Juninho Junior, presidente estadual do PSOL, militante do movimento negro, defensor dos artistas da cidade, mas, infelizmente, candidaturas honestas e comprometidas com o povo nem sempre conseguem superar o poder financeiro dos candidatos ricos. Riqueza essa nem sempre alcançada de forma lícita.
E agora quem repara esse sentimento de vergonha, de frustração da população de Embu das Artes? Depois não querem que a população perca qualquer resto de confiança na políticam nos partidos e instituições.
É preciso imediatamente apontar para a convocação de novas eleições, onde o povo do Embu das Artes tenha condições de fazer suas escolhas sem o fator medo ou do fator financeiro.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O camelo e o tucano


Mateus 19
23 Então disse a justiça paulista ao PSDB: “Com toda a certeza vos afirmo que dificilmente um rico será condenado. 24 E lhes digo mais: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um tucano/PSDB entrar numa cela”. 25 Ouvindo isso, os tucanos ficaram impertubáveis e exclamaram: “Sendo assim, quem pode ser preso?” …
26 Então disse a justiça paulista: "os pobres, ora bolas"


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quem é essa Dilma?

Por José Afonso da Silva

Diferenças a parte, a Dilma que fez sua defesa pela manhã no senado, está longe de ser aquela Dilma que estávamos acostumados a ver e ouvir nos últimos anos.
Por 30 minutos, Dilma fez uma fala contundente, bem elaborada, tocou em todos os temas fundamentais para sua defesa e ao mesmo tempo denunciar seu algozes.
Alguns irão dizer que ela leu seu discurso, o que diminuiria seu impacto, mas esse argumento é insignificante, considerando o momento histórico.
O fato é que Dilma se colocou de forma altiva, firme e coerente diante de um tribunal que já tomou sua decisão meses atrás sobre seu afastamento.
Claro, Dilma poderia ter assumido o seu principal erro, ter traído as expectativas dos 54 milhões de eleitores ao aplicar o programa de seu adversário Aécio Neves. Poderia ter pedido desculpas pela aplicação do ajuste fiscal. Poderia ter pedido desculpas por ter se aliado com os mesmos bandidos que ora a afastam do poder. Etc.
No entanto, fica claro também que um dos grandes erros de Dilma foi ter ouvido e aceitado os conselhos de assessores petistas e do próprio Lula, que a transformaram num joguete na disputa política entre PT e PSDB.
Não por acaso, muitos petistas da direção do partido esperam o encerramento do processo de impeachment para poderem se concentrar nas eleições de 2018, quando esperam ter recuperado o desgaste sofrido pelo partido com o envolvimento de seus quadros em escândalos de corrupção.
É remota a possibilidade de Dilma reverter seu afastamento, mas ela consegue a proeza de deixar na consciência da população - Mesmo daqueles que não concordam com ela - como esse processo foi um tremenda farsa levada a cabo pelos partidos mais corruptos da história e daqueles que atuam a mando dos agentes do mercado financeiro, ávidos por conquistar os recursos naturais do país, leia-se PMDB e PSDB.
No Epílogo deste processo, como disse o camarada Maringoni Gilberto, "Dilma se agiganta". Pena que na hora errada, no momento errado e sem fazer a autocrítica correta, porém, contribui para o processo de desmascaramento do governo Temer e da luta que travaremos contra ele no próximo período. Não apenas como um governo que ataca os trabalhadores, mas também de um governo ilegítimo.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

O machismo nosso de cada dia

Por José Afonso da Silva

33 homens se juntam para estuprar uma mulher, uma adolescente.
Não satisfeitos, transbordam todo o seu sadismo colocando fotos e vídeos nas redes sociais e ainda têm a tranquilidade de fazer troça com o ato macabro, desumano, repugnante ... ...
Pra muitos, os 33 seriam monstros, bárbaros, animais ou coisas do tipo.
No entanto, embora ajam como monstros, bestas humanas, os 33 são homens como eu e como você.
A esmagadora maioria dos meus amigos, defensores da luta das mulheres por direitos, também ficaram horrorizados e se posicionam de forma clara contra tamanho absurdo.
Mas, e não por acaso, muitos homens nas redes sociais se colocaram do lado dos estupradores: "se estivesse em casa lavando louça isso não teria acontecido".
Esse posicionamento de muitos homens, acontece, de certa forma, porque sofremos uma ofensiva midiática que banaliza a cultura machismo e do estupro, onde se coloca a vítima como responsável pela violência sofrida.
Lembremos de Alexandre Frota narrando um estupro ao vivo na TV Bandeirantes e sendo aplaudido por Rafinha Bastos e por sua plateia, das piadas de Danilo Gentile e tantos outros.
Na política, lembremos das falas de Bolsonaro, dos ministros de Temer, da ausência de mulheres em seu ministério, dos xingamentos a Dilma Rousseff.
Uma elite política conservadora, fundamentalista, que trabalha ardorosamente para travar a luta das mulheres e destruir conquistas já garantidas na constituição. Para esses, lugar de mulher é em casa, cuidando dos filhos e fazendo a janta do marido.
Isso não explica tudo, mas ajuda a entender como que as atrocidades contra as mulheres se tornam cada dia mais corriqueiras e motivo de piadas nas redes sociais para alguns.
Sim, os 33 homens que violentaram e estupravam uma adolescente de 16 anos, são homens, homens assim como eu e como você.
Assim sendo, todos nós, homens, não temos como não nos sentirmos um agressor em potencial, um estuprador em potencial, um machista em potencial, pois assim seremos vistos pela grande maioria das mulheres neste momento.
Ainda mais se consideramos que boa parte dessas atrocidades contra as mulheres são cometidas por pessoas próximas: um pai, um padrasto, um avô, um tio, um irmão, um amigo ou um namorado, como foi caso da adolescente carioca.
Talvez você, ser vivo do sexo masculino (homem), assim como eu, entenda que numa sociedade machista, nenhum de nós (homens) esteja isento de fazer falas ou cometer atos machistas, mesmo que não tenhamos tido a intenção consciente.
Assumir essa possibilidade e essa condição é fundamental para que possamos combater, a partir de nós mesmos, aquilo que é socialmente incutido pelo tempo em nossas personalidades.
Nós homens temos que ter uma postura mais ativa na luta contra o machismo e o sexismo, sendo intolerantes com piadas machistas, com comentários machistas, sexistas e misóginos. Devemos encarar de frente que o problema do estupro é um problema dos homens.
Dito isso, é fundamental valorizar a luta das mulheres, entender o seu protagonismo nesse processo, apoiá-las em seus questionamentos e se colocar ao lado delas contra o machismo naturalizado na sociedade.
Facebook: https://www.facebook.com/joseafonsosilva/posts/10205552069155853


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Estado de sítio na educação

Por Guilherme Boulos
Neste momento há 31 estudantes e professores presos em Goiás por protestarem pela educação pública. Dentre eles 13 menores. Na última segunda-feira (15), a PM goiana entrou violentamente na Secretaria de Educação - que estava ocupada - e prendeu o grupo.
Antes disso, o governador Marconi Perillo (PSDB) já havia despejado os estudantes secundaristas de 28 escolas ocupadas em uma onda de protesto contra a privatização do ensino estadual.
Tudo começou com um decreto do governador no final do ano passado repassando 30% das escolas goianas para gestão das famigeradas Organizações Sociais (OS). A iniciativa prevê a terceirização de serviços escolares, a contratação privada (sem concurso) de até 70% dos professores e 100% dos funcionários, dentre outras medidas.
Reprodução/Facebook Secundaristas em Luta (GO)
Estudantes secundaristas presos em Goiás
Estudantes secundaristas presos em Goiás
Trata-se evidentemente de uma privatização "branca" do ensino. O próprio Ministério Público do Estado recomendou nesta semana o adiamento do edital das OS, por estar repleto de ilegalidades, incluindo o repasse de recursos do Fundeb para a iniciativa privada. Nas palavras do promotor Fernando Krebs: "Chegamos à conclusão que o projeto referencial é inconstitucional. Vai piorar a qualidade da educação. Vai promover a terceirização, a privatização às avessas da escola pública".
Foi este despautério que motivou a mobilização de estudantes e professores, reprimidos com violência e prisões pela PM.
Mas não é de hoje a paixão do governador Marconi Perillo por tratar a educação como caso de polícia. Desde 2014, seu governo tem implementado um inacreditável processo de militarização das escolas, que também foi alvo das manifestações.
Reprodução/Facebook Secundaristas em Luta - GO.
Escola ocupada por estudantes secundaristas em Goiás
Escola ocupada por estudantes secundaristas em Goiás
A polícia militar já havia assumido até o ano passado a gestão de 26 escolas, tornando Goiás o Estado com o maior número de colégios militares no país. Sob os princípios da "hierarquia e da disciplina", oficiais da PM estabelecem a regra do medo, mandam e desmandam no ambiente escolar.
Nas escolas militarizadas passou a ser exigido o uso de farda militar por todos os alunos. Os meninos precisam ter cabelo curto e as meninas são obrigadas a prendê-los. As gírias foram proibidas, assim como o esmalte de unha, o beijo e os óculos com armação "chamativa". A continência tornou-se obrigatória na entrada, para os professores e também entre os alunos.
Reprodução/Facebook Secundaristas em Luta (GO)
Secretaria da Educação de Goiás ocupada
Secretaria da Educação de Goiás ocupada
Para completar foram inseridas novas disciplinas no currículo, como a "Ordem unida" - sabe-se lá o que seja isso, coisa boa não é. Assim como a "sugestão" de uma taxa de matrícula de R$ 100 e de mensalidade de R$ 50, em valores de 2014, possivelmente já reajustados nos dias de hoje. O governo pretende militarizar mais 24 escolas neste ano.
O capitão Francisco dos Santos, diretor da escola Fernando Pessoa, exalta numa matéria da BBC o fim da violência no colégio. Também pudera. Impondo estado de sítio e intimidação permanente o resultado seria esse. O preço é rifar o futuro, jogando o pensamento crítico e a democracia na lata do lixo. A gestão militar da escola adestra os jovens de hoje para a gestão militar da sociedade.
A repressão ao movimento dos estudantes secundaristas por essa mesma polícia é expressão cabal disso.
Perillo seguiu o exemplo de seu colega de partido Geraldo Alckmin ao tentar remodelar o ensino à força, sem qualquer debate com a sociedade. Que, enquanto é tempo, siga novamente Alckmin, desta vez para recuar das medidas perante o rechaço da comunidade escolar. É preciso libertar imediatamente os 31 presos e recuar do projeto de privatização e militarização das escolas.
Caso contrário, Goiás será lembrado como o laboratório da barbárie na educação brasileira. 

Publicado na Folha de São Paulo em 18/02/2016:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/guilhermeboulos/2016/02/1740472-estado-de-sitio-na-educacao.shtml

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Um pesadelo na Idade Média

Por José Afonso da Silva

Hoje, como em qualquer outro dia, levantei, tomei banho, me vesti, peguei os documentos da calça suja e pus nos bolsos da calça limpa. Arrumei minha bolsa, joguei nas costas e fui pra rua. 
Quando saio pelo portão, por pouco não fui atropelado por uma charrete puxada por dois cavalos. Dei um pulo para trás e meus dois pés afundaram na lama, onde quase perdi meu sapato.
Xinguei o condutor da charrete, mas logo vi que dezenas de outras charretes partiam em disparada para o fim da rua.
Por um instante pensei estar passando mal ou ficando louco. A rua não era mais asfaltada. No lugar onde sempre tinha carros estacionados, havia charretes.
Resolvo então por o pé na lama e sigo para onde se dirigiam as charretes. vejo uma aglomeração onde antes existia uma loja de eletrodomésticos, existia uma jornaleira. As pessoas em alvoroço disputavam um exemplar do jornal.
Me aproximo de um senhor bem alinhado, vestindo um terno preto, estico o olho para ver qual era a manchete. Pra minha surpresa, a manchete dizia em letras garrafais que "O primeiro ministro Eduardo Cunha acabara de aprovar um projeto retirando todos os poderes da Rainha Dilma Rousseff".
Não entendi nada e continuei caminhando. Alguns metros à frente me deparo com uma multidão clamando aos gritos "queima essa vagabunda!", "corta o pescoço dessa vaca!", "Estupra essa assassina de zigoto!". 
Olho mais acima da multidão e vejo algo tipo um palco com várias mulheres junto a alguns homossexuais amarrados a um tronco. Pela aparência, tive a certeza de que eles (as) tinham sido torturados (as) e espancados (as).
No palco, incitando a multidão, havia dois homens vestindo preto. Logo os reconheci, um era o reverendo Marco Feliciano e o outro era o cardeal Silas Malafaia. "Vocês acham que homossexuais que destroem nossas famílias devem morrer?". Vocês concordam que mulheres feminista e que não são obedientes aos seus maridos devem ser chicoteadas?". "Vocês acham que bandido bom é bandido morto?". Para cada pergunta feita, a multidão enlouquecida respondia com um grande SIM. Ao mesmo tempo em que jogavam livros que consideravam armas ideológicas nas mulheres e homossexuais que se encontravam amarrados no palco.
Na multidão, identifiquei rostos conhecidos como Kin Kataguire, Marcelo Reis, Magno Malta e vários outros defensores da pena de morte, do fim da maioridade penal e do extermínio da juventude. Todos trajavam camisas e hasteavam a bandeira da Carolina do Norte.
O cardeal Silas Malafaia e o reverendo Marco Malafaia, confirmando o veredito da multidão ensandecida por sangue, chamou então o carrasco.
Es que sobe ao palco o carrasco com um machado na mão. Pra meu espanto, o carrasco era Jair Bolsonaro.
Ele levanta o machado bem alto e olha para a multidão com uma cara de escárnio e sadismo ao mesmo tempo. Tentei gritar para que parasse, mas me faltou a voz. 
Fechei os olhos enquanto o machado descia, foi quando senti alguém batendo em meu ombro. Virei o rosto e vi que era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Levei um grande susto, pois pensava que ele estivesse morto.
Foi quando acordei, todo suado e atordoado. 

Ufa, era só um pesadelo, ainda bem.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Flagrante de destruição da mata do Parque Laguna

Por José Afonso da Silva

A mata do Parque Laguna vem sendo devastada silenciosamente nos últimos meses. Hoje, 26/10, eu e o companheiro Gabriel Binho fizemos uma caminhada pelo local e constatamos que os pontos de terra que contrastam com o verde da mata, possíveis de serem vistos de bairros mais altos de Taboão da Serra ou mesmo da BR 116, na verdade, trata-se de uma verdadeira agressão ao meio ambiente.
Curiosos, eu e Binho caminhamos pela mata. Vimos muitos troncos de árvores pelo chão, todos cortados com motosserra; clareiras abertas onde antes havia pelo menos 40 árvores.
Mas, subindo a entrada da mata, que fica em frente à fábrica da Kibon, constatamos que a agressão é muito maior. tratores riscam a mata limpando o terreno para construção de lotes. Algumas casas simples já foram construídas no local, mas há casas grandes, verdadeiras mansões, de até 25 cômodos. O que comprova que não estamos falando de gente pobre e sem recursos.
Percebemos que a tática é ir derrubando as árvores aos poucos, formando clareiras e, depois de algum tempo entram os tratores, caminhões e pedreiros.
Tudo isso sem que os órgãos responsáveis fiscalize ou impeça. Tem cheiro de ação do mercado imobiliário da cidade neste caso.
Taboão da Serra tem cerca de 22km2 e poucas áreas verdes. A destruição da mata do Parque Laguna (até onde sei é uma APA), significará um prejuízo imensurável para a qualidade de vida dos moradores da cidade.
Onde estão os fiscais da secretaria de meio ambiente do município? Onde estão os autodenominados "ecologistas" que só aparecem quando se trata de ocupação feita por movimentos sociais de moradia?












Link com slide e vídeos da matéria: https://www.facebook.com/joseafonsosilva/videos/10204364435465753/?pnref=story


Amanhã, assim que possível, estaremos protocolando no MP de Taboão da Serra, documento com fotos para que sejam tomadas providências imediatas que cessem a destruição da mata.

Fotos: Gabriel Binho

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ato contra fechamento de escolas em Taboão da Serra e Embu.



O governo Geraldo Alckmin anunciou a “reorganização” das escolas estaduais de todo o Estado de São Paulo.
Esta medida pretende separar em prédios diferentes os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino médio. Essa medida será acompanhada do fechamento do ensino noturno, a superlotação de salas de aula e a municipalização do ensino. Tudo isso apenas com o objetivo de reduzir gastos do governo estadual com a educação, o que provocará o fechamento de 1500 escolas e a demissão de 40 mil professores. Além de bagunçar toda a vida do professor.
Já foi anunciado que um milhão e meio de alunos serão transferidos de escolas e assim, muitos estudantes serão forçados a frequentar escolas que ficam longe de suas casas, serão obrigados a andar em bairros desconhecidos e atravessarem avenidas e rodovias movimentadas e os pais que têm filhos em etapas de ensino diferentes, gastarão mais dinheiro com transporte, pois seus filhos frequentarão escolas diferentes.
Estas medidas foram decididas sem qualquer tipo de consulta àqueles que mais sofrerão se a “reorganização” for implementada, os pais, alunos, professores e funcionários.
A partir disso deste ataque, pais, alunos e professores das Escolas Estaduais Tadakyo Sakai, João Martins  e Alípio de Oliveira e Silva – escolas que serão afetadas por esta reorganização - realizarão um Ato nesta terça-feira, 06 de outubro, `as 10h, em frente `a Diretoria de Ensino de Taboão da Serra. A Escola Alípio de Oliveira e Silva, por exemplo, será fechada.
A Diretoria  de Ensino de Taboão da Serra está localizada na. Rua João Slaveiro, 64 - Jardim da Gloria, Taboão da Serra.

Contato: Miguel Leme (11) 99828 2902 ou (11) 98810 4711

Calendário da semana

Calendário de luta contra a reorganização das escolas nas regiões de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica da Serra.
Taboão da Serra:
• 06 de outubro (terça-feira) às 10h na Diretoria de Ensino de Taboão da Serra.
• 09 de outubro (sexta-feira) com concentração a partir das 7h na EE Catarina Comino.
Embu das Artes
• 09 de outubro (sexta-feira) às 14h na EE Elizete Bertini no Jardim Santo Eduardo.
Itapecerica da Serra
• 09 de outubro (sexta-feira) às 14h na Praça da Árvore em Itapecerica da Serra.

domingo, 4 de outubro de 2015

Carta da Apeoesp Taboão da Serra explicando proposta de reorganização das escolas de Alckmin aos pais e alunos

Por Apeoesp Taboão da Serra

Queridos alunos e senhores pais,

O governador  Geraldo Alckmin anunciou “reorganização” das escolas estaduais de São Paulo.
Esta medida pretende separar em prédios diferentes, os anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. 
Apesar de ter um nome bonito, esta “reorganização” provocará o fechamento de 1500 escolas e a demissão de 40 mil professores. Esta medida obrigará a muitos alunos a frequentarem escolas longe de suas casas. Se isto ocorrer, muitas crianças e jovens terão as suas vidas colocadas em perigo. Serão obrigadas a andar em bairros desconhecidos e  atravessarem avenidas e rodovias movimentadas.
Além disso, os pais que têm filhos em etapas de ensino diferentes, gastarão mais com transporte, pois os seus filhos freqüentarão escolas diferentes.
Estas medidas foram tomadas sem qualquer tipo de consulta aos alunos, pais e professores e visam tão somente reduzir os gastos do governo estadual com a educação. Tanto é assim,  que o governador Geraldo Alckmim pretende transferir muitas escolas do estado para as prefeituras, através da municipalização do ensino.
Não podemos permitir este ataque à escola pública! Para barrar esta medida, é necessária a unidade de professores, pais e alunos.
Pais e alunos, assinem o abaixo-assinado e participem dos atos contra este ataque do governador Geraldo Alckmin!

Executiva da Subsede da Apeoesp de Taboão da Serra


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Taboão das Igrejas

Por José Afonso da Silva

Taboão das Igrejas
Na última terça-feira, 29/09, foi aprovado na sessão da câmara municipal de Taboão da Serra, projeto de lei que cria "O Dia do Amor Misericordioso de Deus" que será comemorado todo dia 1º de outubro.
Apresentado, num primeiro momento, como "Dia de Santa Terezinha", encontrou forte resistência dos vereadores evangélicos e de igrejas pentecostais do município. A mudança do nome para "O Dia do Amor Misericordioso de Deus" foi uma forma de dar uma justificativa aos vereadores evangélicos terem uma desculpa para a apresentarem quando voltassem para suas suas igrejas e uma forma de garantir que a votação não fosse apertada. 
A mudança no nome do feriado, nada mais foi que uma manobra dos vereadores, já que o feriado cai no mesmo dia em que se comemora o dia da Padroeira Santa Terezinha (1º de outubro) e todos os jornais e sites da região estão se referindo ao dia como "Dia da Padroeira Santa Terezinha".
Os mesmos vereadores que aprovam projetos que retiram direitos dos trabalhadores e se recusam a discutir reajuste de salários para o funcionalismo, são capazes de aprovarem leis absolutamente irrelevantes ou que só beneficia uma parcela dos moradores da cidade.
Vale lembrar que vivemos num estado Laico, pelo menos ainda, e a aprovação de determinadas datas só servem para descaracterizar a ideia de governo e legislativo de todos os cidadãos, independente de raça, credo e orientação sexual.
A exemplo do que vem ocorrendo em todo Brasil, bancadas fundamentalistas, formadas por católicos e evangélicos, pautam as discussões nas câmaras e assembleias de acordo com suas convicções religiosas e atacando grupos que avaliam serem contra a aquilo que está escrito na bíblia. Isso inclui de posturas machistas, homofóbicas a racistas.
Não é só pela fé, trata-se de um projeto de poder
Quem anda por Taboão da Serra já deve ter percebido que igrejas e mais igrejas são abertas onde antes era uma fábrica, um comércio, uma loja, uma garagem. É difícil encontrar uma rua da cidade que não tenha pelo menos uma igreja em funcionamento. Mas, engana-se quem pensa se tratar do esparramamento de concepções religiosas, de mais taboanenses procurando a paz espiritual. Trata-se de um projeto de poder de fundamentalistas cristãos visando eleger e apoiar vereadores e servir de curral eleitoral para candidatos.
Basta observar a composição da câmara municipal de Taboão da Serra, onde a grande maioria dos vereadores são pastores ou são envolvidos com determinadas igrejas.
Suas pautas são as mesmas dos Pastores Silas Malafaia, Edir Macedo, Marco Feliciano, entre outros. Temas como direitos das mulheres, dos homossexuais são tratados como crime.
A igreja católica estava perdendo feio esta batalha e sua reação se deu com a vinda do cantor carismático Fábio Teruel e pela aprovação do dia de Santa Terezinha.
Não por acaso, se antes os dois blocos políticos que se digladiavam se dividiam entre governistas e não governistas, agora se dividem entre católicos e evangélicos. Basta observar que quem dá entrevistas ou fala em nome das igrejas são vereadores, ex-candidatos a vereador ou futuros candidatos a vereador.
Calma gente, não há uma guerra santa em curso em Taboão da Serra. É obvio que essa divisão se dá visando as eleições de 2016. Todos precisam proteger suas bases e cultivar seus currais eleitorais. Mas não há diferenças políticas significativas, basta olhar as votações na câmara que em sua maioria são por unaninimidade. Após o processo eleitoral estarão todos juntos e firmes contra o interesse do funcionalismo e dos serviços públicos.
Taboão da Serra passa por um tremendo retrocesso civilizatório ao deslaicizar os serviços públicos, o legislativo e o governo.
O resultado disso já sabemos: Estado Islâmico, Al qaeda.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Bravateiro, sim senhor!

Por Guilherme Simões

Gilmar Mendes quer R$ 100 mil reais de Guilherme Boulos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que sofreu danos injustos em sua ilibada moral. E não foi à toa: em novembro de 2014, o membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), criticou o magistrado, chegando a chamá-lo de “bravateiro”. Claro é que em coluna do jornal Folha de S. Paulo, espaço de amplitude nacional, Guilherme não se limitaria a fazer uma simples provocação. A coluna do dia 13 de novembro denuncia não apenas o perfil falastrão do ministro, mas aponta fatos: sua inexplicável relação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seu antigo lacaio, o (ex-) senador Demóstenes Torres; sua insistência em libertar o banqueiro corrupto Daniel Dantas, sua defesa comovente do ex-governador José Roberto Arruda, pego em flagrante vídeo escondendo dinheiro de propina, entre outros, não podem ser considerados exatamente como comportamentos “morais”, principalmente tratando-se de um ministro da suprema corte e reconhecido jurista.
Guilherme falou de alguns fatos e poderíamos até citar mais coisas a respeito do ex-professor matogrossense: que em 2009, Gilmar Mendes concedeu habeas corpus para o médico e estuprador Roger Abdelmassih o que possibilitou a fuga do bandido; que pediu vistas e “sentou em cima” do processo que julgava a legalidade do financiamento de campanhas por empresas por mais de um ano; que, quando devolveu o processo ao STF, votou a favor do financiamento de campanhas por empresas, mecanismo que todos sabem, facilita e estimula a corrupção; que participou do histórico e moralmente defensável governo Collor como adjunto da Subsecretaria Geral da Presidência da República e consultor jurídico da Secretaria Geral da Presidência da República; que também foi membro do governo FHC como Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil; que como sócio de uma escola privada em Brasília, faturou quase R$ 2 milhões em convênios com o governo federal entre 1998 e 2008; que arquivou processos de improbidade administrativa contra José Serra e Pedro Malan; que já tentou censurar de Dalmo Dallari a Paulo Henrique Amorim, etc.
O ex-presidente do Supremo gosta de aparecer. Vem se cacifando como um dos ícones da quase histérica tentativa de derrubar o combalido governo Dilma. Diz ele que “ficar sem presidente pode ajudar o país”. Condena a corrupção e, possivelmente, aposta em novas eleições, ou na pior das hipóteses, em uma transição moral e ética com o PMDB (Partido Moral da Democracia Brasileira).
De qualquer forma, Mendes quer R$ 100 mil de Guilherme. Talvez, o salário de mais de R$ 37 mil mais alguns auxílios (aliás só o de moradia custa R$ 4mil) não sejam suficientes para manter um padrão minimamente moral de vida para uma tão nobre personalidade.
Se não for isso, a coluna do meu companheiro Guilherme Boulos, utilizando-se do dispositivo legal da liberdade de expressão, mostrou o que muitos já sabem, mas poucos apontam: um poder judiciário prepotente e arrogante, descolado das reais demandas do povo brasileiro e conectado umbilicalmente ao poder econômico.

Convicto defensor da imoral concentração de terras e feroz agente da criminalização das lutas sociais, Gilmar Mendes ataca não a um colunista de jornal, mas a um dos principais movimentos populares do país na atualidade, responsável por organizar milhares de trabalhadores e por em cheque a estrutura segregadora e discriminatória das cidades brasileiras. A conclusão é que o MTST está no caminho certo, confrontando os tradicionais donos do poder. E que Gilmar, além de ministro de questionável moralidade, é um bravateiro, sim senhor!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CARTA CONVOCATÓRIA DE LANÇAMENTO DA FRENTE POVO SEM MEDO

“Faça da sua vida a aventura de não apenas sonhar em um mundo melhor mas viver uma vida lutando por ele”
Pepe Mujica

O mundo vive sob o signo de uma profunda crise do capitalismo, que perdura desde 2008. Medidas de austeridade econômica dominam a agenda política, multiplicando desemprego, miséria e redução dos direitos trabalhistas. Por outro lado, os banqueiros comemoram cada aniversário da crise, aumentando seus já exorbitantes lucros.

No Brasil, as medidas econômicas não deveriam seguir o mesmo script. O “ajuste fiscal” do governo federal diminui investimentos sociais e ataca direitos dos trabalhadores. Os cortes na educação pública, o arrocho no salário dos servidores, a suspensão dos concursos são parte dessa política. Ao mesmo tempo, medidas presentes na Agenda Brasil como, aumento da idade de aposentadoria e ataques aos de direitos e à regulação ambiental também representam enormes retrocessos. Enquanto isso, o 1% dos ricos não foram chamados à responsabilidade. Suas riquezas e seus patrimônios seguem sem nenhuma taxação progressiva. O povo está pagando a conta da crise.

Ao mesmo tempo, os setores mais conservadores atacam impondo uma pauta antipopular, antidemocrática e intolerante, especialmente no Congresso Nacional. Medidas como a contrarreforma política, redução da maioridade penal, a ampliação das terceirizações, as tentativas de privatização da Petrobrás e a lei antiterrorismo expressam este processo.

No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade de o povo intensificar a mobilização  nas ruas, avenidas e praças contra esta ofensiva conservadora, o ajuste fiscal antipopular e defendendo uma saída que não onere os mais pobres.

A conjuntura desenha momentos desafiadores para o movimento social brasileiro. Precisamos apostar na unidade nas ruas e nas lutas. Esta é a motivação maior de criar uma frente nacional de mobilização, protagonizada pelos movimentos sociais, a Frente Povo Sem Medo. 

Será preciso avançar na agenda que os setores populares imprimiram em várias mobilizações ao longo de 2015, como o 15/4, o 25/6 e o 20/8 e também nas greves e mobilizações de diversas categorias organizadas dos trabalhadores:

- Contra a ofensiva conservadora e as saídas à direita para a crise. Não aceitaremos a pauta que este Congresso impõe ao Brasil. Defenderemos a radicalização da nossa democracia, a tolerância e as liberdades contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

- Contra as políticas de austeridade aplicadas pelo governo, em nome de ajustar as contas públicas. Não aceitamos pagar a conta da crise. Defenderemos que a crise seja combatida com taxação de grandes fortunas, lucros e dividendos, auditoria da dívida e suspensão dos compromissos com os banqueiros.

- A saída será nas ruas, com o povo, por Reformas Populares. Defenderemos a democratização do sistema político, do judiciário e das comunicações e reformas estruturais, como a tributária, a urbana e a agrária.
Esta frente nasce em um momento de grandes embates e com a responsabilidade de fazer avançar soluções populares para nossa encruzilhada. Sabemos que para isso será preciso independência política, firmeza de princípios e foco em amplas mobilizações.

Convocamos todos e todas a se somarem no lançamento da Frente "Povo Sem Medo" que será realizada no dia 08 de Outubro na cidade de São Paulo, às 18 horas.

AQUI ESTÁ O POVO SEM MEDO!


CONVOCAM PARA O LANÇAMENTO DA FRENTE POVO SEM MEDO:

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Intersindical - Central da Classe Trabalhadora
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG)
Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técino (Fenet)
Uneafro
Círculo Palmarino
Unegro
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Rua - Juventude Anticapitalista
Coletivo Juntos
União da Juventude Rebelião (UJR)
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Coletivo Construção
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)
Mídia Ninja
Coletivo Cordel
União Brasileira de Mulheres (UBM)
Bloco de Resistência Socialista
Rede Emancipa de Educação Popular